O Ceará reduziu em 11% o número de
homicídios em 2015 em relação ao ano anterior, segundo balanço parcial dos
números disponíveis no portal da Secretaria de Segurança Pública e Defesa
Social do Ceará (SSPDS). No ano passado foram 3.952 mortes violentas; e em
2014, 4.439 homicídios. É a primeira vez em 17 anos que o Ceará reduz o número
de assassinatos.
No início do ano, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), havia
estabelecido a meta de reduzir em 6% o número de assassinatos.
Até novembro do ano passado, os números oficiais apontavam
3.663 homicídios no estado. Em dezembro foram pelo menos 289 mortes
violentas, o que totalizaria 3.952 homicídios durante todo o ano. Nos dias 16 e
17 de dezembro, no entanto, não foram registrados os crimes ocorridos na região
“Interior Norte” do estado. Os documentos públicos da SSPDS registram a
informação “os dados CPI não chegaram a tempo para a confecção deste relatório”
nas datas.
Os homicídios – e outros crimes – são registrados no portal da SSPDS com base em informações da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e Comando de Policiamento do Interior (CPI).
De acordo com os órgãos, a maioria dos homicídios (81%) são causados à
bala, e em seguida (14%) à faca. Também há registros de mortes violentas a
pauladas, a pedradas e "outros meios". Em dezembro de 2015, o dia
mais violento foi à véspera do Natal, dia 24, com 19 homicídios. No dia 20 do
mesmo mês foram 14 assassinatos.
Chacinas
Entre os crimes violentos no Ceará em 2015 ocorreram cinco chacinas, uma delas o caso que ficou conhecido como a Chacina da Messejana,
em 11 de novembro, em que 11 pessoas foram assassinadas. A polícia
investiga se as mortes em série tem relação com o assassinato de um policial
horas antes. Ninguém foi preso.
Em abril deste ano, seis pessoas foram assassinadas em
Sobral, no interior do Ceará. Das seis pessoas assassinadas, cinco
moravam na mesma casa. Emily Farias, de 15 anos, o namorado e primo dela, Geovane
Nascimento, além da mãe de Patrícia Farias da Silva, de 30 anos, a avó Maria de
Jesus da Silva, de 53 anos, e Aureliano da Silva Ribeiro, 21 anos.
A única vítima que não morava na casa era Benedito Gomes da Silva, de 39 anos. Ele era vizinho da família. "Tudo leva a crer que o vizinho, o Benedito, estava no momento errado, na hora errada", diz Vieira. Dois suspeitos foram presos.