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Voto limpo. Fiscalização maior e novas regras aumentam otimismo

Uma maior fiscalização dos gastos, aliada à conscientização do eleitor, é aposta para estancar o derrame de dinheiro

Pedir um emprego para o filho recém-formado, uma consulta médica para a mãe doente ou só uma “ajudinha” para reformar a casa. Quando feitas em época eleitoral, oficialmente entre o registro da candidatura e o dia do pleito, as súplicas a candidatos são mais que “favores”: de acordo com a lei, configuram crimes passíveis de multa, cassação do registro e até prisão. E não são só os postulantes a cargos eletivos que podem ser punidos, quem oferece seu voto em troca de vantagens pessoais também.
 

Em uma rápida ida à Praça do Ciclista, no bairro José Bonifácio, O POVO conversou com meia dúzia de eleitores - todos ou conheciam quem já havia trocado o voto por favores, ou já o tinham feito. Seus nomes não serão divulgados por decisão editorial. Segundo pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgada em 2015 sobre as eleições do ano anterior, eles representam pelo menos 28% da população.
 

A expectativa de juízes e de promotores eleitorais e de políticos e especialistas, porém, é de que este pleito reduza o que eles avaliam que se tornou “prática comum” no Estado. Além de maior fiscalização, as novas regras eleitorais diminuem a receita das campanhas, com a proibição do financiamento e o limite de gastos, e facilitam a fiscalização.
 

“Eu acho que nessa eleição, os promotores e juizes, terão mais elementos legais para chegar nisso (compra de voto)”, afirma o desembargador Abelardo Benevides Moraes, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE). 
 

Para o promotor André Tabosa, da comarca de Massapê, o candidato vai perceber que, com a fiscalização, a compra se torna mais arriscada e “não vale a pena”. Mas o esforço para o combate dessa prática não adianta se “o eleitor não tomar a consciência de que o voto dele não é mercadoria”.
 

A conscientização também é bandeira da Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará (OAB-CE). Segundo Rafael Reis, presidente da Comissão de Ética na Política e Combate à Corrupção da OAB-CE, a Ordem está organizando outra iniciativa para esclarecer que “a venda de votos também é crime”.

20 de JUL de 2016 às 08:35:18
Fonte: O povo
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Pedir um emprego para o filho recém-formado, uma consulta médica para a mãe doente ou só uma “ajudinha” para reformar a casa. Quando feitas em época eleitoral, oficialmente entre o registro da candidatura e o dia do pleito, as súplicas a candidatos são mais que “favores”: de acordo com a lei, configuram crimes passíveis de multa, cassação do registro e até prisão. E não são só os postulantes a cargos eletivos que podem ser punidos, quem oferece seu voto em troca de vantagens pessoais também.
 

Em uma rápida ida à Praça do Ciclista, no bairro José Bonifácio, O POVO conversou com meia dúzia de eleitores - todos ou conheciam quem já havia trocado o voto por favores, ou já o tinham feito. Seus nomes não serão divulgados por decisão editorial. Segundo pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgada em 2015 sobre as eleições do ano anterior, eles representam pelo menos 28% da população.
 

A expectativa de juízes e de promotores eleitorais e de políticos e especialistas, porém, é de que este pleito reduza o que eles avaliam que se tornou “prática comum” no Estado. Além de maior fiscalização, as novas regras eleitorais diminuem a receita das campanhas, com a proibição do financiamento e o limite de gastos, e facilitam a fiscalização.
 

“Eu acho que nessa eleição, os promotores e juizes, terão mais elementos legais para chegar nisso (compra de voto)”, afirma o desembargador Abelardo Benevides Moraes, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE). 
 

Para o promotor André Tabosa, da comarca de Massapê, o candidato vai perceber que, com a fiscalização, a compra se torna mais arriscada e “não vale a pena”. Mas o esforço para o combate dessa prática não adianta se “o eleitor não tomar a consciência de que o voto dele não é mercadoria”.
 

A conscientização também é bandeira da Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará (OAB-CE). Segundo Rafael Reis, presidente da Comissão de Ética na Política e Combate à Corrupção da OAB-CE, a Ordem está organizando outra iniciativa para esclarecer que “a venda de votos também é crime”.

20 de JUL de 2016 às 08:35:18
Fonte: O povo