A Petrobras teve prejuízo de R$
16,458 bilhões no terceiro trimestre de 2016, segundo balanço da companhia
divulgado ontem. No mesmo período do ano passado, a estatal havia registrado
prejuízo de R$ 3,8 bilhões, com baixas contábeis e valorização do dólar. Entre
abril e junho, a empresa tinha registrado lucro de R$ 370 milhões. No acumulado
do ano, o prejuízo foi R$ 17,3 bilhões.
O motivo das perdas apresentados pela
empresa no trimestre foram baixas contábeis de R$ 15,7 bilhões, devido à queda
do dólar, revisão de premissas, o recente Programa de Incentivo ao Desligamento
Voluntário e a reserva de recursos com acordos judiciais nos Estados Unidos.
A receita da petroleira foi R$ 70,4
bilhões no período e apresentou queda de 14% em relação ao mesmo periodo do ano
passado (R$ 822 bilhões). Os investimentos também caíram, chegando a R$10,3
bilhões, menos 42,7% na comparação anual.
Outra provisão com impacto no
resultado refere-se aos acordos negociados com fundos de investimento que
acionaram a empresa na Justiça de Nova York, no valor de R$ 1,2 bilhão.
A estatal recebeu R$ 2,388 bilhões
com desinvestimentos no período e R$ 2,4 bilhões pela venda de ativos no
acumulado do ano.
“É um evento não recorrente e a
Petrobras não espera que nos próximos trimestres ocorram resultados de testes
de imparidade (baixas) dessa magnitude que aconteceram neste trimestre”, disse
o diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro.
Foram baixas de R$ 5,6 bilhões em
campos de petróleo, R$ 2,8 bilhões em equipamentos vinculado à atividade de
produção, R$ 2,5 bilhões na refinaria de Pernambuco e R$ 2 bilhões no complexo
petroquímico de Suape.
Produção
A produção total de petróleo e gás
natural da Petrobras foi de 2.869 mil barris de óleo equivalente por dia,
aumento de 2% em comparação com o segundo trimestre de 2016. A diretora de
exploração e produção, Solange Guedes, disse que foi “o melhor trimestre da
história” em termos de produção de petróleo.
Ainda de acordo com o balanço, houve
recorde de produção, dentre eles a de petróleo e gás no Brasil (2.753 mil
barris por dia) e a de petróleo e gás operada pela Petrobras na camada pré-sal
(1.464 mil barris por dia).