A greve dos bancários no Ceará mantém 72% das
agências de todo o estado fechadas nesta terça-feira (20), 15º dia de
paralizações, segundo o Sindicato dos Bancários. Segundo os sindicalistas, das
567 agências existentes no Ceará, 412 estão sem atendimentos.
Ainda de acordo com o sindicato, é o maior número
de agências fechadas durante greves da categoria. "No Ceará, alcançamos
neste 15º de greve o maior número de agências paralisadas mostrando que
seguimos firmes em defesa de nossos direitos e esperando uma proposta justa que
possa ser avaliada pela categoria”, afirma o presidente da entidade, Carlos
Eduardo Bezerra.
A categoria afirma que aguarda uma proposta na
negociação que ocorre nesta terça-feira em São Paulo. Após a reunião, o
sindicato vai agendar uma assembleia para decidir se encerra ou não as
paralisações no Ceará.
O que pede a
categoria
A greve foi iniciada no dia 6. Os bancários pedem reajuste salarial de 16%, com
piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três
salários mais R$ 7.246,82. A categoria também reivindica vales alimentação, refeição,
13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede
pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e
segurança.
A proposta apresentada pela Febraban, rejeitada em
assembleias, oferece reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$
2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$
1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido
dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).
Foram também propostos os seguintes benefícios:
auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$
454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de
compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49,
entre outros.
Direitos do
consumidor
O Procon Fortaleza ingressou com ação civil pública contra a Federação
Brasileira dos Bancos (Febraban) e sete instituições financeiras que prestam
serviços na capital cearense pedindo garantia de direitos dos consumidores. Na
ação judicial, o Procon pede que a Justiça determine a prorrogação dos boletos
vencidos durante o período de paralisação por, no mínimo, 72 horas, a contar do
término da greve. Nesse caso, os bancos não poderiam cobrar juros, multas e demais
encargos financeiros, desde o início do movimento grevista.