Subiu para 14.642 os casos confirmados de febre
chikungunya neste ano no Ceará, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta
sexta-feira (29) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Até o momento, três
pessoas morrem em decorrência da doença, que é transmitida pelo mosquito aedes
aegypti.
Conforme relatório da Sesa, foram notificados, ao
longo do ano, 31,089 casos suspeitos da febre. Destes, 14.642 foram
confirmados, 4.175 foram descartados e outros 12.727 ainda estão sendo
investigados.
O boletim epidemiológico apontou que 100 cidades
cearenses confirmaram casos de febre chikungunya neste ano. Com 9.298 casos
confirmados, Fortaleza é a cidade com mais registros.
De acordo com a Sesa, a grande maioria dos casos
confirmados ocorreu em adultos, com idades entre 41 e 50 anos. Somente 136 dos
casos foram registrados em crianças com menos de um ano de vida. Também foram
confirmados 223 casos em mulheres gestantes.
Óbitos
confirmados
A Sesa informou que foram notificados 38 óbitos suspeitos por febre chikungunya
neste ano. Sete deles foram descartados e três foram confirmados. Outros 28
casos permanecem sendo investigados nos municípios de Quixadá (12), Fortaleza
(08), Caucaia (1), Crateús (1), Jaguaruana (1), Juazeiro do Norte (1), Mulungu
(1), Pentecoste (1), Russas (01) e São Gonçalo do Amarante (01).
Em Fortaleza morreu um homem de 88 anos e uma mulher
de 89 anos, que, conforme a secretaria, já apresentavam outras doenças. O outro
óbito confirmado foi de uma criança de 12 anos, que faleceu no município de
Quixadá.
Como as pessoas
pegam o vírus?
Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e
também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os
mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil,
do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Quais são os
sintomas?
Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente
apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros
sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na
pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal
diferença são as intensas dores articulares.
Tem tratamento?
Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para
preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos
para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo
e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
Como se
prevenir?
Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por
meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus. Portanto, evitar água
parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos
específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das
casas também pode ser aconselhado.