O governador Camilo Santana disse na manhã desta
sexta-feira (2), que sem a transposição do Rio São Francisco, a Região
Metropolitana de Fortaleza corre risco de um colapso de água. O pronunciamento
foi feito no Palácio da Abolição durante o anúncio de ações estruturantes para
garantir a segurança hídrica ao Ceará.
“São ações emergências, médio e longo prazo, estruturantes. Como as obras do
Cinturão das Águas, que vamos concluir primeiro trecho agora no início do ano e
fundamentalmente a conclusão do São Francisco. Todos nós devemos nos mobilizar
para que essa obra seja concluída o mais rápido possível. Ela é essencial, a
garantia, que, caso não tenhamos chuva no período do inverno, a gente possa ter
essa água chegando ao Castanhão e evitando colapso de água em toda Região
Metropolitana de Fortaleza", disse.
Durante a apresentação das ações, Camilo entregou
mais 19 máquinas perfuratrizes que vão reforçar o programa de construção de
poços profundos no interior. Além disso, o governador anunciou que vai
intensificar as ações de reúso de água e dessalinização da água do mar.
“Nós vamos fazer parceria com uma empresa privada para o reúso do esgoto de Fortaleza para atender a área industrial. Também uma parceria
para abrir unidade de dessalinização da água aqui em Fortaleza, ali no Mucuripe
para ajudar atender a cidade”, disse Camilo
O secretário dos Recursos Hídricos, Francisco
Teixeira, também alertou sobre a possibilidade de um colapso caso a
transposição do São Francisco não ocorra.
“Gostaríamos que tivesse a transposição do São
Francisco a partir já no início do ano. Isso nos ajudaria muito. Infelizmente
não tendo as águas do Rio São Francisco vamos ter que trabalhar mais ainda a
questão da gestão da água podendo chegar até o racionamento. Mais duro. Lembro
que o racionamento de água já existe só quer está sendo feito da forma
diferente do clássico. É muito fácil fazer o racionamento clássico. Trancar
água das casas das pessoas. É isso que a gente quer evitar”