O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada foi preso na 15ª fase da Operação Lava Jato, nesta quinta-feira (2), para evitar a reiteração de crime e a interferência na colheita de provas sobre o esquema de corrupção, lavagem e desvio de dinheiro na Petrobras. Zelada será levado para Curitiba ainda nesta quinta.
De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), após a deflagração da operação, Zelada efetuou transferências para contas bancárias no exterior. Entre julho e agosto de 2014, foram 7 milhões de euros provenientes de contas suíças, disse o MPF.
O saldo milionário em contas no exterior, incompatível com a renda de Zelada, segundo as autoridades policiais, é uma prova do envolvimento de Zelada no esquema de corrupção na estatal. De acordo com o MPF, Zelada tinha salário mensal na Petrobras de R$ 100 mil.
O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse que Zelada movimentou 11 milhões de euros (já bloqueados) ilegalmente no exterior, em Mônaco, mais US$ 1 milhão para a China.“Indica continuidade de crime de lavagem e tentativa de proteção desses valores para impedir que a Justiça alcance”, disse o procurador.
De acordo com o despacho do juíz Sérgio Moro, que autorizou a prisão de Zelada, ainda não existe informações seguras do montante recebido por Zelada a partir do esquema criminosos investigado.