(Zap) 88 9 9359 0525

O Governo Dilma Rousseff a apenas 72 horas de votação decisiva

O Governo Federal trabalha em ritmo acelerado para encaminhar reformas, projetos e inaugurações.

Após treze anos e meio de governo, o PT poderá ter suas últimas 72 horas no comando do País. Isso porque já na próxima quarta-feira, 11, o Senado Federal deverá colocar na pauta do dia a votação que deverá decidir o futuro da presidente Dilma Rousseff (PT) na administração federal. 

Nesse período que antecede o provável afastamento, o governo deverá acelerar o ritmo de inaugurações e vistorias a obras, como tem feito nas últimas semanas - a exemplo da visita à transposição do rio São Francisco.

De acordo com o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT), hoje, em ato em Brasília, a presidente Dilma deverá assinar o funcionamento de 40 institutos federais de educação no País, cinco deles no Ceará. Os equipamentos já estavam construídos, diz o líder.

Nos últimos dias, o Governo Federal autorizou o reajuste de 9% no Bolsa Família e a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

“Nós temos uma agenda grande nessa reta final. O governo tem acelerado o pé para não deixar os outros fazerem festa com o chapéu alheio”, retrucou Guimarães.

Já para o vice-líder do governo, deputado Silvio Costa (PT do B), a gestão não está parada e continua sendo tocada normalmente. “Ela (Dilma) tem as agendas administrativas nessa semana. O governo não está parado, nós vamos aguardar a votação no Senado. A gente sabe que as nossas chances são reduzidas (no Senado), mas vamos atuar para tentar conseguir os votos para a segunda etapa. Então nós vamos para a luta política”, afirmou.

 

Impeachment

Na última sexta-feira, 6, a Comissão Especial do impeachment na Casa decidiu por ampla maioria dar continuidade às investigação contra a presidente por suposto crime de responsabilidade

O plenário do Senado Federal precisa de maioria simples na sessão para acatar ou rejeitar o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) que pede a continuidade do processo contra a petista.

A oposição acredita que, uma vez afastada, Dilma não deverá retomar o posto após o período de investigações e julgamento, que ocorrerá em até 180 dias. Governistas, por outro lado – apesar da pouca crença em vencer a votação dos próximos dias -, ainda crê que pode reverter os votos na votação final que julga de fato se a presidente cometeu crime de responsabilidade.

 

O plenário do Senado Federal decide na próxima quarta-feira se a presidente é afastada do cargo


Relatório

Passado o período de dez dias úteis para que o relator apresente o parecer sobre o pedido de admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, a comissão votou na última sexta-feira, 6, o parecer do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) que era pela abertura do processo de impedimento. Por 15 votos a 5, o governo foi derrotado.

Defesa

Na Comissão, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo - que defende a presidente Dilma no processo -, mais uma vez defendeu a gestora na última quinta-feira, 5, antes da votação dos senadores no dia seguinte, rebatendo ponto a ponto do parecer do senador tucano. A defesa não conseguiu mudar o voto dos senadores.


Votação em plenário

A votação em plenário, que seria realizada Independente do resultado da votação na Comissão, está prevista para a próxima quarta-eira, 11. A data foi sugerida de acordo com o regimento da Casa, que afirma que a matéria tem até 48 horas para entrar na ordem do dia após a publicação. 

Investigação

A aprovação da abertura de investigação contra a presidente Dilma Rousseff precisa de maioria simples dos votos dos presentes na sessão. A tendência é pela abertura do processo investigativo por ampla maioria, com mais de 50 votos a favor e aproximadamente 

20 contra.


Afastamento

No caso de abertura do processo no Senado, Dilma Rousseff ficará afastada por até 180 dias enquanto os senadores investigam e julgam a presidente. Enquanto isso, ela poderá continuar morando no Palácio do Alvorada.


Presidência interina

Durante o período de julgamento, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o comando do País interinamente até que a petista seja julgada por suposto crime de responsabilidade. No caso de cassação, o peemedebista governa até 2018. Se a petista for absolvida, retoma o posto de presidente com todas as prerrogativas.

As últimas medidas da presidente Dilma têm sido interpretadas como “pacote de bondades”. A oposição, que poderá ser governo ainda nesta semana, critica e fala em “bomba fiscal” que deve cair no colo do vice-presidente Michel Temer.

Entre as medidas mais criticadas, estavam o reajuste de 9% no programa de transferência de renda, o Bolsa Família, e o reajuste em 5% da tabela de Imposto de Renda.

Senado Federal deverá julgar cassação de Delcídio do Amaral nessa semana na CCJ. Ele foi líder de Dilma no Senado.

 

09 de JUN de 2016 às 07:32:48
Fonte: O Povo
imagem

Após treze anos e meio de governo, o PT poderá ter suas últimas 72 horas no comando do País. Isso porque já na próxima quarta-feira, 11, o Senado Federal deverá colocar na pauta do dia a votação que deverá decidir o futuro da presidente Dilma Rousseff (PT) na administração federal. 

Nesse período que antecede o provável afastamento, o governo deverá acelerar o ritmo de inaugurações e vistorias a obras, como tem feito nas últimas semanas - a exemplo da visita à transposição do rio São Francisco.

De acordo com o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT), hoje, em ato em Brasília, a presidente Dilma deverá assinar o funcionamento de 40 institutos federais de educação no País, cinco deles no Ceará. Os equipamentos já estavam construídos, diz o líder.

Nos últimos dias, o Governo Federal autorizou o reajuste de 9% no Bolsa Família e a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

“Nós temos uma agenda grande nessa reta final. O governo tem acelerado o pé para não deixar os outros fazerem festa com o chapéu alheio”, retrucou Guimarães.

Já para o vice-líder do governo, deputado Silvio Costa (PT do B), a gestão não está parada e continua sendo tocada normalmente. “Ela (Dilma) tem as agendas administrativas nessa semana. O governo não está parado, nós vamos aguardar a votação no Senado. A gente sabe que as nossas chances são reduzidas (no Senado), mas vamos atuar para tentar conseguir os votos para a segunda etapa. Então nós vamos para a luta política”, afirmou.

 

Impeachment

Na última sexta-feira, 6, a Comissão Especial do impeachment na Casa decidiu por ampla maioria dar continuidade às investigação contra a presidente por suposto crime de responsabilidade

O plenário do Senado Federal precisa de maioria simples na sessão para acatar ou rejeitar o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) que pede a continuidade do processo contra a petista.

A oposição acredita que, uma vez afastada, Dilma não deverá retomar o posto após o período de investigações e julgamento, que ocorrerá em até 180 dias. Governistas, por outro lado – apesar da pouca crença em vencer a votação dos próximos dias -, ainda crê que pode reverter os votos na votação final que julga de fato se a presidente cometeu crime de responsabilidade.

 

O plenário do Senado Federal decide na próxima quarta-feira se a presidente é afastada do cargo


Relatório

Passado o período de dez dias úteis para que o relator apresente o parecer sobre o pedido de admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, a comissão votou na última sexta-feira, 6, o parecer do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) que era pela abertura do processo de impedimento. Por 15 votos a 5, o governo foi derrotado.

Defesa

Na Comissão, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo - que defende a presidente Dilma no processo -, mais uma vez defendeu a gestora na última quinta-feira, 5, antes da votação dos senadores no dia seguinte, rebatendo ponto a ponto do parecer do senador tucano. A defesa não conseguiu mudar o voto dos senadores.


Votação em plenário

A votação em plenário, que seria realizada Independente do resultado da votação na Comissão, está prevista para a próxima quarta-eira, 11. A data foi sugerida de acordo com o regimento da Casa, que afirma que a matéria tem até 48 horas para entrar na ordem do dia após a publicação. 

Investigação

A aprovação da abertura de investigação contra a presidente Dilma Rousseff precisa de maioria simples dos votos dos presentes na sessão. A tendência é pela abertura do processo investigativo por ampla maioria, com mais de 50 votos a favor e aproximadamente 

20 contra.


Afastamento

No caso de abertura do processo no Senado, Dilma Rousseff ficará afastada por até 180 dias enquanto os senadores investigam e julgam a presidente. Enquanto isso, ela poderá continuar morando no Palácio do Alvorada.


Presidência interina

Durante o período de julgamento, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o comando do País interinamente até que a petista seja julgada por suposto crime de responsabilidade. No caso de cassação, o peemedebista governa até 2018. Se a petista for absolvida, retoma o posto de presidente com todas as prerrogativas.

As últimas medidas da presidente Dilma têm sido interpretadas como “pacote de bondades”. A oposição, que poderá ser governo ainda nesta semana, critica e fala em “bomba fiscal” que deve cair no colo do vice-presidente Michel Temer.

Entre as medidas mais criticadas, estavam o reajuste de 9% no programa de transferência de renda, o Bolsa Família, e o reajuste em 5% da tabela de Imposto de Renda.

Senado Federal deverá julgar cassação de Delcídio do Amaral nessa semana na CCJ. Ele foi líder de Dilma no Senado.

 

09 de JUN de 2016 às 07:32:48
Fonte: O Povo