A presidente Dilma Rousseff e os ministros do governo
federal vão aos estados neste sábado (13) para uma mobilização nacional contra
o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, chikungunya e do
vírus da zika. O objetivo é visitar 3 milhões de residências.
A ação ocorre em 353 municípios e também farão
visitas os secretários-executivos, presidentes de estatais, prefeitos,
governadores, 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes
comunitários de saúde.
Enquanto Dilma acompanha a ação do Rio de Janeiro,
cada ministro deve participar da mobilização em um estado.
A mobilização também conta com o apoio das Forças
Armadas. Ao todo, 220 mil militares (160 mil do Exército, 30 mil da Marinha e
30 mil da Força Aérea) começam a atuar no mês de fevereiro no combate ao
mosquito. Numa primeira etapa, eles deverão entregar panfletos com orientações
para evitar a proliferação do mosquito. Em seguida, 50 mil homens visitarão
casas para fazer inspeções.
Em novembro do ano passado, o governo declarou
estado de emergência em saúde pública devido ao aumento no Nordeste dos casos
de microcefalia, quadro em que os bebês nascem com o cérebro menor do que o
esperado e que pode comprometer o desenvolvimento da criança.
As causas exatas do surto no Brasil ainda estão
sendo investigadas, mas há fortes evidências de que o zika vírus tenha relação
com o surto.
Zika
O vírus da zika é transmitido especialmente por mosquitos infectados,
principalmente o mosquito da dengue, o Aedes aegypti. A maioria das pessoas não
tem sintomas mas, quando surgem, são principalmente erupções na pele, olhos
vermelhos e dores no corpo. Eles desaparecem em até uma semana, em geral.