O número de notificações de casos de dengue em 2015
no Ceará dobrou no intervalo de uma semana. Segundo a Secretaria da Saúde do
Ceará, até sexta-feira (8), o estado havia registrado a notificação de 17.521
casos da doença, duas vezes mais que o número na sexta-feira anterior.
Em relação aos casos confirmados de dengue, no
mesmo intervalo o Ceará confirmou 798 novos casos
de dengue. No total, são 3.632 casos da doença confirmados
em 99 dos 184 municípios cearenses; parte das notificações ainda é
investigada. Uma morte foi confirmada e 13 outras estão em investigação.
Visita
forçada
Os agentes de endemias passarão a entrar nas casas mesmo que o proprietário não
autorize. A medida é possível devido à lei que autoriza o ingresso forçado de
agentes sanitários em imóveis que sirvam de criadouro para o mosquito Aedes
aegypti, quando não houver pessoa no imóvel ou em caso de recusa injustificada
do proprietário ou morador. De acordo com a lei, o ingresso forçado pode
ocorrer das 8h às 18h.
A lei determina que o proprietário deverá ser
notificado no prazo máximo de 72 horas para permitir o ingresso do agente
responsável no local. Caso os prazos das notificações expirem, agentes
sanitários poderão contar com o auxílio de força policial para promover a
entrada forçada no imóvel. O proprietário pode receber multa de R$ 200 a R$ 1,2
mil.
Prevenção
Para conseguir interromper propagação do mosquito é necessário a participação
de toda a população. Eliminar, vedar e cuidar. Esses são os meios de evitar que
o mosquito nasça e possa se transformar em vetor de doenças. Elimine tudo que
pode acumular água – água parada é um dos maiores atrativos; vede as caixas
d’água e recipientes que guardam a água; e cuide dos potenciais criadouros que
não podem ser eliminados.
Para o gerente da Célula de Vigilância Ambiental e
Riscos Biológicos, Nélio Morais, a participação da população torna-se
importante para acabar com os focos do mosquito. “A população precisa
participar também dessas atividades contra o mosquito, tornando-se fiscais de
sua própria residência, seguindo as orientações e os cuidados repassados por
nossos agentes.”