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Oposição quer antecipar votação

Segundo os opositores, dia marcado para o pleito, 12 de setembro, favorece o peemedebista

Opositores do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentaram requerimento para tentar antecipar a votação em plenário do pedido de cassação do peemedebista, marcada para 12 de setembro. O requerimento foi protocolado ontem pelo líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), e conta com apoio de outros seis partidos: PT, PCdoB, PDT, PSB, PPS e PSOL. No pedido, eles defendem que a votação seja realizada às 19h de hoje.

O objetivo do requerimento é constranger o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes de outros partidos, tachando-os como "protetores" de Cunha, por não apoiarem o pedido de antecipação. Isso porque os opositores do deputado afastado sabem que a chance de o requerimento ser analisado é pequena, uma vez que a decisão de pautá-lo é de Maia, contrário à antecipação da votação.

Para opositores de Cunha, o dia marcado pelo presidente da Câmara favorece o peemedebista, pois é uma segunda-feira, dia em que normalmente o quórum é baixo na Casa. Além disso, os adversários temem o movimento articulado por partidos como o PMDB de esvaziar o plenário em 12 de setembro, para provocar o adiamento da votação da cassação para depois das eleições municipais.

Parecer

Ontem, deputados do PSOL e Rede também pressionaram Maia em relação aos procedimentos da votação. Na reunião de líderes, Molon e Alencar cobraram Maia sobre a especulação de que aliados de Cunha pressionam o presidente da Câmara para que ele coloque em votação um projeto de Resolução, e não o parecer aprovado pelo Conselho de Ética da Casa. Diferente do parecer, o projeto permitiria que deputados apresentassem emenda para tentar aprovar uma pena mais branda do que a cassação.

Segundo os deputados, o presidente prometeu que colocará o parecer aprovado pelo Conselho de Ética, como defende a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. "Ele disse que não vai fazer nada de diferente do que sempre foi feito na Casa", disse Molon.

"Ele disse que jamais alteraria o que é praxe da Casa. Ou seja, que colocará em votação o parecer do Conselho de Ética", emendou Alencar. Maia, por sua vez, não se pronunciou.

Afastamento

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki determinou, no último dia 5 de maio, o afastamento do então presidente da Câmara do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Casa. Zavascki concedeu liminar num pedido de afastamento da Procuradoria-Geral da República e apontou 11 situações que caracterizam o uso do cargo parlamentar para "constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações".

No documento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a classificar o peemedebista de "delinquente".

23 de AGO de 2016 às 07:32:21
Fonte: Diário do Nordeste
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Opositores do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentaram requerimento para tentar antecipar a votação em plenário do pedido de cassação do peemedebista, marcada para 12 de setembro. O requerimento foi protocolado ontem pelo líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), e conta com apoio de outros seis partidos: PT, PCdoB, PDT, PSB, PPS e PSOL. No pedido, eles defendem que a votação seja realizada às 19h de hoje.

O objetivo do requerimento é constranger o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes de outros partidos, tachando-os como "protetores" de Cunha, por não apoiarem o pedido de antecipação. Isso porque os opositores do deputado afastado sabem que a chance de o requerimento ser analisado é pequena, uma vez que a decisão de pautá-lo é de Maia, contrário à antecipação da votação.

Para opositores de Cunha, o dia marcado pelo presidente da Câmara favorece o peemedebista, pois é uma segunda-feira, dia em que normalmente o quórum é baixo na Casa. Além disso, os adversários temem o movimento articulado por partidos como o PMDB de esvaziar o plenário em 12 de setembro, para provocar o adiamento da votação da cassação para depois das eleições municipais.

Parecer

Ontem, deputados do PSOL e Rede também pressionaram Maia em relação aos procedimentos da votação. Na reunião de líderes, Molon e Alencar cobraram Maia sobre a especulação de que aliados de Cunha pressionam o presidente da Câmara para que ele coloque em votação um projeto de Resolução, e não o parecer aprovado pelo Conselho de Ética da Casa. Diferente do parecer, o projeto permitiria que deputados apresentassem emenda para tentar aprovar uma pena mais branda do que a cassação.

Segundo os deputados, o presidente prometeu que colocará o parecer aprovado pelo Conselho de Ética, como defende a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. "Ele disse que não vai fazer nada de diferente do que sempre foi feito na Casa", disse Molon.

"Ele disse que jamais alteraria o que é praxe da Casa. Ou seja, que colocará em votação o parecer do Conselho de Ética", emendou Alencar. Maia, por sua vez, não se pronunciou.

Afastamento

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki determinou, no último dia 5 de maio, o afastamento do então presidente da Câmara do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Casa. Zavascki concedeu liminar num pedido de afastamento da Procuradoria-Geral da República e apontou 11 situações que caracterizam o uso do cargo parlamentar para "constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações".

No documento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a classificar o peemedebista de "delinquente".

23 de AGO de 2016 às 07:32:21
Fonte: Diário do Nordeste