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Você sabe diferenciar muriçoca e mosquito Aedes aegypti?

Os dois insetos se alimentam de sangue humano, mas as semelhanças param aí.

Em época de proliferação de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, qualquer mosquito é visto como uma ameaça. Ao ver um mosquito, não dá tempo de diferenciar se é uma muriçoca ou um Aedes aegypti. O instinto indica que você deve matá-lo. É óbvio que ninguém quer correr o risco, mas existem poucas semelhanças e muitas diferenças entre as espécies.

A muriçoca e o Aedes aegypti vivem mais sob calor e umidade, condição que se verifica no Ceará nos primeiros meses do ano. Os dois insetos se alimentam de sangue humano, e as semelhanças terminam aí.

As diferenças entre os insetos começam no período que costumam atacar. A muriçoca é mais agressiva e tem hábitos noturnos, entrando nas casas à noite para se alimentar. Já o Aedes aegypti vive no ambiente domiciliar e é mais ativo durante o dia, especialmente no início da manhã e no final da tarde.

Uma das principais queixas sobre a muriçoca é o zumbido perto do ouvido e a picada dolorida que perturbam o sono dos moradores, enquanto o Aedes não produz zumbido e sua picada geralmente não é sentida. De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), as doenças relacionadas à muriçoca, como a filariose, não são transmitidas no Estado. Já o Aedes aegypti transmite a dengue, a chikungunya e doenças causadas pelo vírus zika.

A distribuição dos ovos também é diferente nos dois mosquitos. A muriçoca põe os ovos diretamente em águas sujas, ricas em dejetos materiais orgânicos em decomposição, como esgotos a céu aberto. Já a fêmea do Aedes deposita os ovos nas bordas de reservatórios de água limpa, geralmente encontrados dentro das residências, notadamente em períodos de estiagem, quando as famílias costumam armazenar em depósitos e potes a água para o consumo doméstico.

Os ovos da muriçoca não sobrevivem fora d’água. Já os do Aedes aegypti ficam por mais de um ano nas bordas de locais onde há acúmulo de água. A fêmea do Aedes se alimenta do sangue para maturar seus ovos e transmite a dengue quando infectada pelo vírus da doença em circulação. No contato com a água, os ovos eclodem e saem por aí ameaçando a saúde da população, transmitindo doenças que deixam as pessoas com dores nas articulações, febre, dor de cabeça e que, em casos mais graves, podem matar.

 

23 de FEV de 2016 às 07:17:33
Fonte: Tribuna do Ceará
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Em época de proliferação de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, qualquer mosquito é visto como uma ameaça. Ao ver um mosquito, não dá tempo de diferenciar se é uma muriçoca ou um Aedes aegypti. O instinto indica que você deve matá-lo. É óbvio que ninguém quer correr o risco, mas existem poucas semelhanças e muitas diferenças entre as espécies.

A muriçoca e o Aedes aegypti vivem mais sob calor e umidade, condição que se verifica no Ceará nos primeiros meses do ano. Os dois insetos se alimentam de sangue humano, e as semelhanças terminam aí.

As diferenças entre os insetos começam no período que costumam atacar. A muriçoca é mais agressiva e tem hábitos noturnos, entrando nas casas à noite para se alimentar. Já o Aedes aegypti vive no ambiente domiciliar e é mais ativo durante o dia, especialmente no início da manhã e no final da tarde.

Uma das principais queixas sobre a muriçoca é o zumbido perto do ouvido e a picada dolorida que perturbam o sono dos moradores, enquanto o Aedes não produz zumbido e sua picada geralmente não é sentida. De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), as doenças relacionadas à muriçoca, como a filariose, não são transmitidas no Estado. Já o Aedes aegypti transmite a dengue, a chikungunya e doenças causadas pelo vírus zika.

A distribuição dos ovos também é diferente nos dois mosquitos. A muriçoca põe os ovos diretamente em águas sujas, ricas em dejetos materiais orgânicos em decomposição, como esgotos a céu aberto. Já a fêmea do Aedes deposita os ovos nas bordas de reservatórios de água limpa, geralmente encontrados dentro das residências, notadamente em períodos de estiagem, quando as famílias costumam armazenar em depósitos e potes a água para o consumo doméstico.

Os ovos da muriçoca não sobrevivem fora d’água. Já os do Aedes aegypti ficam por mais de um ano nas bordas de locais onde há acúmulo de água. A fêmea do Aedes se alimenta do sangue para maturar seus ovos e transmite a dengue quando infectada pelo vírus da doença em circulação. No contato com a água, os ovos eclodem e saem por aí ameaçando a saúde da população, transmitindo doenças que deixam as pessoas com dores nas articulações, febre, dor de cabeça e que, em casos mais graves, podem matar.

 

23 de FEV de 2016 às 07:17:33
Fonte: Tribuna do Ceará