O ministro das Comunicações André Figueiredo
declarou que, "se há no Brasil o objetivo de universalizar o acesso à
internet", não se pode permitir, "de forma alguma", que as operadoras venham a restringir
acesso à banda larga fixa. A declaração foi feita na manhã desta
segunda-feira (25), em Fortaleza.
"Como a gente pode dizer que as operadoras, sem nenhuma regulação, vão
poder acabar com pacote de franquias, cobrar mais, gerar possíveis
abusos?", questionou o ministro, que acrescentou: "nós sabemos,
entendemos que existem interesses comerciais, mas também as operadoras
compreendem que elas têm uma autorização no serviço de comunicação multimídia.
Então, elas precisam ser reguladas de modo a não trazer, em
A polêmica se deu após a informação de que asoperadoras querem oferecer
planos de internet fixa com limite de download, em que o serviço
pode ser suspenso quando o usuário atinge uma determinada quantidade de
arquivos e dados baixados. Atualmente, o serviço é cobrado de acordo com a
velocidade de navegação contratada.
Figueiredo disse ainda que, após as declarações de um diretor de uma das
operadoras e do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) -
"até certo ponto descontextualizada e que gerou uma celeuma ainda maior,
ao dizer que franquia ilimitada era algo em extinção" -, o ministério se posicionou e
pediu providências à Anatel. Na última sexta-feira (22), o
Conselho Diretor da Anatel decidiu que as operadoras ficarão proibidas de
limitar o acesso à internet de banda larga fixa "por tempo
indeterminado".
Migração
das rádios
Com relação à migração de rádios AM para FM, o cearense informou que não há
prazo definido para que esse processo se conclua no país. Ele estimou,
entretanto, que até o fim de maio aproximadamente 300 rádios passem pelo
processo. "Temos aproximadamente 1.800 emissoras AM no Brasil, das quais
78% manifestaram interesse em migrar para FM", dimensionou.
O ministro lembrou que a primeira rádio a fazer a
migração foi em Juazeiro do Norte, em março. "Aqui em
Fortaleza, por exemplo, nós só vamos poder fazer essa migração quando
desligarmos o sinal analógico de TV pra que a gente possa utilizar os canais 5
e 6 e estender a faixa de frequência, de FM, que vai hoje de 87,9 a 107,9.
Então com esse desligamento e ampliação da faixa nós ampliaríamos para 75,9 até
107,9. Ou seja, aí sim conseguiríamos comportar migração de todas as AMs para
FMs", explicou.
TV
digital
Julho de 2017 é a previsão do ministério para que haja o desligamento das TVs
analógicas no Ceará, informou o ministro. Com isso, o sinal passará a ser 100%
digital. "Temos o calendário que vai até dezembro de 2018. Agora em
Fortaleza, Juazeiro e Sobral, que são as três cidades onde temos geradoras,
faremos o desligamento em julho de 2017".
Entre as vantagens para a mudança, o ministro ressaltou: "um sinal de
televisão muito melhor, que gera possibilidade, inclusive, de conectividade
através da TV, e ao mesmo tempo nos termos a frequência de 700 MHz liberada pra
que as operadoras possam trafegar dados e voz em 4G". Rio Verde, em Goiás,
foi a primeira cidade a desligar o sinal analógico de TV no Brasil.