Mais de 70 cidades registram chuvas fortes no Ceará
na manhã deste sábado (9), com maiores volumes em Fortim (116 milímetros), General Sampaio (97) e Ocara (91), de acordo com a Fundação
Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Fortaleza acumula 48 milímetros de
precipitação nas últimas 48 horas, suficientes para deixar várias ruas
alagadas.
Na Avenida Heráclito Graça, em Fortaleza, o
alagamento impede o fluxo de veículos, forçando veículos a dar volta sobre o
canteiro central da avenida.
Em cidade da região do Cariri, as chuvas dos
últimos três dias alagaram casas, comércios e o canal que atravessa a cidade do
Crato. Um jovem morreu afogado ao cair em um canal na cidade de
Jardim. O corpo da vítima foi resgatado a cerca de 500 metros do
local onde caiu.
No Bairro São Miguel, na cidade do Crato, parte do
teto de uma casa desabou e assustou a família. "Começou a chuva com mais
intensidade e minha filha mais nova foi acordou. Quando viu, diz que viu o
forro cedendo. Quando ela disse que o teto ia cair, já tinha caído",
relata a dona de casa Maria das Garças. Maria das Graças sofreu um acidente
durante a chuva e fraturou uma costela, mas passa bem.
Segundo a previsão da Funceme, ao longo deste
sábado, deve haver céu nublado com chuva em todas as regiões do estado. No
domingo (10), entre a madrugada e a manhã, nebulosidade variável com eventos de
chuva em todas as regiões. Já na segunda, no decorrer do dia, nebulosidade
variável com possibilidade de chuvas isoladas em todas as regiões.
Previsão para
janeiro e fevereiro
A previsão da chuva feita pelos "profetas" não tem respaldo
científico de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos
Hídricos (Funceme). O órgão estadual deve divulgar em 20 de janeiro prognóstico
oficial das chuvas no Ceará no ano de 2016.
Em um prognóstico parcial divulgado pelo órgão em
novembro de 2014, a Funceme apontou chuvas abaixo da média no estado nos meses
de janeiro e fevereiro de 2015.
Atuação do El
Niño
O meteorologista da Funceme Davi Ferran explica que as chuvas de janeiro e
fevereiro não têm relação com os meses seguintes.
"Estamos sobre atuação de El Niño. O que
aconteceu no passado em anos de El Niño é que as chuvas de janeiro e fevereiro
não têm muita correlação, ou seja, pode ser tanto normal, quanto abaixo do
normal ou chuvoso, nesses dois primeiros meses. Já em março, abril e maio uma
característica principal em anos de El Niño é exatamente uma forte redução das
chuvas", adianta.