Os chefes de estado dos países que compõem os Brics (Brasil, Rússia, Índias, China e África do Sul) se reúnem em Fortaleza nesta terça-feira (15) para deliberar a criação de um banco e um fundo financeiro comuns. Às 10h30 desta terça-feira (15), no Centro de Eventos, a presidente Dilma Rousseff, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi e, os presidentes da China, Xi Jinping, e África do Sul, Jacob Zuma, participam da primeira sessão de trabalho deste VI encontro de cúpula do bloco. A sessão é fechada e deve durar cerca de 2 horas. À tarde, haverá assinatura de atos e sessão plenária.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 3 mil pessoas estão na capital cearense participando do encontro, entre os quais 700 empresários de 602 empresas e 1.500 jornalistas. A última reunião de cúpula do Brics foi realiza\da em março de 2013, em Durban, na África do Sul.
É prevista para esta terça a definição sobre o país que será sede do organismo. O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) do bloco, nos moldes do Banco Mundial, deverá financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável. Nascerá com capital inicial de US$ 50 bilhões, com cada país contribuindo com US$ 10 bilhões.
Após a assinatura do acordo para criação, a instituição deve levar cerca de dois anos para entrar em funcionamento já que terá que ser aprovada pelo Congresso dos cinco países integrantes.
Nesta segunda-feira (14), primeiro dia do encontro, o presidente do Conselho Empresarial do Brics no Brasil, Rubens De La Rosa defendeu a criação do organismo. “O banco pode permitir a troca direta de moedas, o que iria diminuir custos de transação. Para negociar com a Rússia, em vez de converter o real para dólar, e o dólar para rublo, o banco deve permitir a conversão direta para rublo, economizando custos”, explicou De La Rosa.
Durante a Conferência de Cúpula, também deve ser criado o Arranjo Contingente de Reservas (CRA, na sigla em inglês) de US$ 100 bilhões, uma linha de defesa adicional para os países do bloco em crise, com cenários de dificuldade de balanço de pagamento ou atingidos por uma fuga de capitais. Para a constituição do Fundo, a China deverá entrar com US$ 41 bilhões; Brasil, Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões. A assinatura dos atos de criação do banco e do fundo de reservas está prevista para ocorrer no início da tarde desta terça-feira.