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Ceará aumenta em 66% a oferta de leitos

Apesar do avanço, o estado enfrentou o agravamento de uma crise no ano passado, com a falta de vagas

Com foco na expansão da estrutura de Saúde no Interior do Estado, o Ceará conseguiu ampliar em 66% a oferta de leitos hospitalares em nove anos. De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Henrique Jorge Javi, hoje estão disponíveis 3.128 leitos e ainda se espera um crescimento significativo com a entrega de dois novos hospitais regionais, o do Vale do Jaguaribe, em Limoeiro do Norte, e o da Região Metropolitana, em Maracanaú.

A avaliação foi feita ontem, na abertura do Seminário Internacional de Encerramento do Proexmaes I, evento que faz um balanço da primeira fase do Programa de Expansão e Melhoria da Assistência Especializada à Saúde do Estado (Proexmaes I) e discute melhorias para a segunda fase do projeto. Com investimento de R$523 milhões, entre recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do tesouro Estadual, a primeira fase apostou na organização da rede integral de serviços com processo de regionalização.

"Tivemos avanços significativos. Houve um crescimento no número de leitos maior que o dos últimos 30 anos no Estado. Sabemos que sempre é preciso mais, diante do envelhecimento da população e da cronicidade das doenças, mas conseguimos atender milhões de pessoas, levamos tomógrafos a todas as regiões. A crise econômica é mundial e afeta a saúde, mas o Ceará está muito melhor. Somos recordistas no que há de mais complexo na Medicina, que são os transplantes", defende o titular da Secretaria da Saúde (Sesa).

Mesmo assim, no ano passado, a saúde do Estado vivenciou uma crise. Pacientes em corredores, falta de profissionais e medicamentos, além de longas filas para marcação de consultas. O governador Camilo Santana chegou a procurar a então presidente Dilma Rousseff a fim de conseguir recursos para conter a crise. O argumento foi de que Estado e Município não conseguiriam arcar com o montante de investimento, que estariam maiores que o do governo federal.

Apesar de comemorar os avanços com o Proexmaes I, Javi reconhece que existem déficits históricos que precisam de tempo e investimento para serem sanados. Tanto que a próxima fase do programa é focada no fortalecimento da gestão, que vai de 2017 a 2024.

Para o gerente do BID, Héctor Salazar, os resultados são positivos. Houve, conforme dados oficiais, incremento de 60% na oferta de serviços especializados, redução de 70% de tempo de fila de espera e redução de 75% nas transferências de pacientes. "Agora sim, podemos dizer que o Ceará tem uma rede. O próximo passo é trabalhar a gestão e planejamento estratégico e melhorar também a saúde básica", explica Salazar.

Ampliação

Entre as metas para a segunda fase, que tem início no próximo ano, estão a redução da mortalidade prematura por diabetes, redução da taxa de morte por acidentes vasculares cerebrais (AVC) e redução da mortalidade infantil. Os recursos para essa etapa é de US$ 178,5 milhões, sendo US$123 milhões do BID e US$55,5 milhões de contrapartida do Estado.

A rede de assistência à saúde no Ceará, além de crescer no Interior, também aumentou oferta de serviço. São 19 policlínicas em funcionamento, atendendo às cinco macrorregiões do Estado e três em construções, em Crato, Canindé e Maracanaú. Há também 25 Centros de Especialidades Odontológicas, 18 novos e mais sete existentes; 30 Unidades de Pronto Atendimento (UPAS 24h), sendo 11 na Capital e 19 no Interior; três hospitais regionais, em Juazeiro do Norte (que atende 1,4 milhões de habitantes); Sobral (1,6 milhões de beneficiados) e o de Quixeramobim, que estará em pleno funcionamento em maio de 2017, atendendo a uma população de 631.037 habitantes.

13 de OUT de 2016 às 07:10:35
Fonte: Diário do Nordeste
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Com foco na expansão da estrutura de Saúde no Interior do Estado, o Ceará conseguiu ampliar em 66% a oferta de leitos hospitalares em nove anos. De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Henrique Jorge Javi, hoje estão disponíveis 3.128 leitos e ainda se espera um crescimento significativo com a entrega de dois novos hospitais regionais, o do Vale do Jaguaribe, em Limoeiro do Norte, e o da Região Metropolitana, em Maracanaú.

A avaliação foi feita ontem, na abertura do Seminário Internacional de Encerramento do Proexmaes I, evento que faz um balanço da primeira fase do Programa de Expansão e Melhoria da Assistência Especializada à Saúde do Estado (Proexmaes I) e discute melhorias para a segunda fase do projeto. Com investimento de R$523 milhões, entre recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do tesouro Estadual, a primeira fase apostou na organização da rede integral de serviços com processo de regionalização.

"Tivemos avanços significativos. Houve um crescimento no número de leitos maior que o dos últimos 30 anos no Estado. Sabemos que sempre é preciso mais, diante do envelhecimento da população e da cronicidade das doenças, mas conseguimos atender milhões de pessoas, levamos tomógrafos a todas as regiões. A crise econômica é mundial e afeta a saúde, mas o Ceará está muito melhor. Somos recordistas no que há de mais complexo na Medicina, que são os transplantes", defende o titular da Secretaria da Saúde (Sesa).

Mesmo assim, no ano passado, a saúde do Estado vivenciou uma crise. Pacientes em corredores, falta de profissionais e medicamentos, além de longas filas para marcação de consultas. O governador Camilo Santana chegou a procurar a então presidente Dilma Rousseff a fim de conseguir recursos para conter a crise. O argumento foi de que Estado e Município não conseguiriam arcar com o montante de investimento, que estariam maiores que o do governo federal.

Apesar de comemorar os avanços com o Proexmaes I, Javi reconhece que existem déficits históricos que precisam de tempo e investimento para serem sanados. Tanto que a próxima fase do programa é focada no fortalecimento da gestão, que vai de 2017 a 2024.

Para o gerente do BID, Héctor Salazar, os resultados são positivos. Houve, conforme dados oficiais, incremento de 60% na oferta de serviços especializados, redução de 70% de tempo de fila de espera e redução de 75% nas transferências de pacientes. "Agora sim, podemos dizer que o Ceará tem uma rede. O próximo passo é trabalhar a gestão e planejamento estratégico e melhorar também a saúde básica", explica Salazar.

Ampliação

Entre as metas para a segunda fase, que tem início no próximo ano, estão a redução da mortalidade prematura por diabetes, redução da taxa de morte por acidentes vasculares cerebrais (AVC) e redução da mortalidade infantil. Os recursos para essa etapa é de US$ 178,5 milhões, sendo US$123 milhões do BID e US$55,5 milhões de contrapartida do Estado.

A rede de assistência à saúde no Ceará, além de crescer no Interior, também aumentou oferta de serviço. São 19 policlínicas em funcionamento, atendendo às cinco macrorregiões do Estado e três em construções, em Crato, Canindé e Maracanaú. Há também 25 Centros de Especialidades Odontológicas, 18 novos e mais sete existentes; 30 Unidades de Pronto Atendimento (UPAS 24h), sendo 11 na Capital e 19 no Interior; três hospitais regionais, em Juazeiro do Norte (que atende 1,4 milhões de habitantes); Sobral (1,6 milhões de beneficiados) e o de Quixeramobim, que estará em pleno funcionamento em maio de 2017, atendendo a uma população de 631.037 habitantes.

13 de OUT de 2016 às 07:10:35
Fonte: Diário do Nordeste