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Governo limita gastos a R$ 146,6 bi até março

A medida é uma espécie de "tampão" até o governo anunciar o contingenciamento definitivo em março

O governo publicou ontem edição extra do Diário Oficial da União com o decreto de Programação Orçamentária e Financeira do poder Executivo, autorizando a movimentação e empenho de R$ 146,6 bilhões até março. A limitação é uma espécie de "tampão" até o governo anunciar o contingenciamento definitivo para o ano, o que pode ocorrer apenas em março, junto com o revisão bimestral de receitas e despesas.

O decreto mantém a expectativa de superávit primário de R$ 24 bilhões para o ano. De janeiro a abril, a expectativa é de que o governo faça um superávit primário de R$ 8,8 bilhões. No acumulado até agosto, a estimativa é de que o primário fique em R$ 12,883 bilhões.

De acordo com o decreto, a estimativa de receitas é de R$ 1,089 trilhão, sendo que, desse total, R$ 889,549 milhões são administrados pela Receita Federal. Para a Previdência Social, a estimativa é de um déficit de R$ 129,785 bilhões. O governo publicou ainda um cronograma mensal de pagamento de restos a pagar até dezembro e um cronograma de desembolsos para o poder Executivo.

A limitação de empenho anunciada ontem não atinge despesas obrigatórias como gasto com pessoal. Com dificuldades para cortar despesas, o governo decidiu na quinta-feira (11) adiar o anúncio do congelamento de gastos deste ano. A ideia é, antes disso, preparar até março uma reforma fiscal ampla e anunciar uma reforma da Previdência.

O governo espera ainda aprovar até lá o Projeto de Emenda Constitucional da Desvincu- lação de Receitas da União (DRU) e a CPMF, o que daria um reforço nas receitas do governo. O adiamento foi visto com ressalva por analistas, que entenderam como um sinal de que a meta fiscal do ano, de 0,5% do PIB, não será cumprida.

Oposição

Parlamentares da oposição apresentaram ontem na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, um voto em separado pela rejeição das contas de 2014 de Dilma Rousseff (PT).

A iniciativa é um contraponto ao parecer do relator das chamadas pedaladas fiscais, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que em dezembro apresentou relatório prévio pela aprovação, contrariando recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Assinado pelo deputado Izalci (PSDB-DF), o voto retoma argumentos usados pelo TCU, que em outubro, recomendou a reprovação das contas por considerar que a presidente descumpriu, em 2014, a Constituição e leis que regem gastos públicos.

13 de FEV de 2016 às 09:02:25
Fonte: Diário do Nordeste
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O governo publicou ontem edição extra do Diário Oficial da União com o decreto de Programação Orçamentária e Financeira do poder Executivo, autorizando a movimentação e empenho de R$ 146,6 bilhões até março. A limitação é uma espécie de "tampão" até o governo anunciar o contingenciamento definitivo para o ano, o que pode ocorrer apenas em março, junto com o revisão bimestral de receitas e despesas.

O decreto mantém a expectativa de superávit primário de R$ 24 bilhões para o ano. De janeiro a abril, a expectativa é de que o governo faça um superávit primário de R$ 8,8 bilhões. No acumulado até agosto, a estimativa é de que o primário fique em R$ 12,883 bilhões.

De acordo com o decreto, a estimativa de receitas é de R$ 1,089 trilhão, sendo que, desse total, R$ 889,549 milhões são administrados pela Receita Federal. Para a Previdência Social, a estimativa é de um déficit de R$ 129,785 bilhões. O governo publicou ainda um cronograma mensal de pagamento de restos a pagar até dezembro e um cronograma de desembolsos para o poder Executivo.

A limitação de empenho anunciada ontem não atinge despesas obrigatórias como gasto com pessoal. Com dificuldades para cortar despesas, o governo decidiu na quinta-feira (11) adiar o anúncio do congelamento de gastos deste ano. A ideia é, antes disso, preparar até março uma reforma fiscal ampla e anunciar uma reforma da Previdência.

O governo espera ainda aprovar até lá o Projeto de Emenda Constitucional da Desvincu- lação de Receitas da União (DRU) e a CPMF, o que daria um reforço nas receitas do governo. O adiamento foi visto com ressalva por analistas, que entenderam como um sinal de que a meta fiscal do ano, de 0,5% do PIB, não será cumprida.

Oposição

Parlamentares da oposição apresentaram ontem na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, um voto em separado pela rejeição das contas de 2014 de Dilma Rousseff (PT).

A iniciativa é um contraponto ao parecer do relator das chamadas pedaladas fiscais, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que em dezembro apresentou relatório prévio pela aprovação, contrariando recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Assinado pelo deputado Izalci (PSDB-DF), o voto retoma argumentos usados pelo TCU, que em outubro, recomendou a reprovação das contas por considerar que a presidente descumpriu, em 2014, a Constituição e leis que regem gastos públicos.

13 de FEV de 2016 às 09:02:25
Fonte: Diário do Nordeste