Manifestantes contra e pró-Bolsanaro realizaram
manifestações nesta sexta-feira (13) na Reitoria da Universidade Federal do
Ceará (UFC) e tomam parte da Avenida 13 de Maio, em Fortaleza.
Após intervenção da polícia, os dois grupos, cada
um com cerca de 100 manifestantes, se dividiram e trocam xingamentos e palavras
de ordem. Após tentativa de reaproximação dos lados opostos, a polícia chegou a
disparar três tiros para evitar a aproximação dos manifestantes.
Um grupo que defende o deputado federal Jair
Bolsonaro (PSC-RJ) havia realizado no início da tarde desta sexta um ato em
solidariedade a um aluno da Casa de Cultura da UFC que havia sido hostilizado por comparecer à aula
com uma blusa com a imagem do deputado.
Em nota, a universidade diz que "o fato está
sendo devidamente apurado pela UFC, um espaço plural e democrático que respeita
a diversidade de ideias e opiniões e que incentiva a convivência respeitosa
entre todos os integrantes".
Um segundo grupo, que considera o deputado misógino
e homofóbico, grita palavras de ordem contra Jair Bolsonaro e os estudantes que
defendem o parlamentar. "A UFC dividida é só um reflexo de como está o
nosso país. Não dá para admitir que pessoas que apoiam o facismo e a ditadura
disseminando esse ódio gratuito na faculdade. Depois desse movimento a população
vai ver o que está acontecendo", opina a estudante Karla Luena Correia, de
23 anos.
"Estou aqui em apoio ao Bolsonaro porque ele é
defensor dos direitos para os humanos que são corretos, além disso ele
representa o que o povo brasileiro quer e é a favor da família", defende o
universitário Stiven Souza Cruz, 27 anos.
Quatro veículos da Polícia Militar e vários
policiais dividem os dois grupos para evitar aproximação entre eles. A polícia
afirma que os manifestantes "apresentam ânimos acirrados", mas os
atos ocorrem sem conflitos.
Trânsito
O trânsito no trecho da Avenida 13 de Maio em frente à Reitoria chegou a ser
bloqueado, mas flui lentamente após separação dos grupos opostos. A Autarquia
Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) recomenda que os motoristas evitem a
via, que sofre intervenções devido às missas na Igreja de Fátima.