Não
deve ser suficiente o prazo limite de 30 de dezembro para assentados e
beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
(Pronaf) negociarem os empréstimos juntos a instituições financeiras.
Segundo
o secretário de política agrícola da Federação dos Trabalhadores Rurais
Agricultores e Agricultoras Familiares do Ceará (Fetraece), José Francisco de
Almeida Carneiro, já foi solicitado ao Governo Federal que amplie o prazo de
negociação ou perdoe dívidas.
“Com
certeza, o governo vai ter que criar uma saída, quer seja pelo perdão da
dívida, quer seja pelo alongamento dos prazos com um rebate ainda maior, porque
nós não podemos condenar os agricultores a não poder mais acessar o crédito”,
pontuou, em entrevista à Rádio
Tribuna BandNews FM.
O
prazo, que estava encerrado desde 30 de junho, foi reaberto até o fim do ano,
mas a situação dos agricultores é complicada devido aos efeitos do 4º ano
seguido de seca, mesmo em condição de negociação, que oferece até 70% de
desconto em dívidas em atraso.
Quem
não fizer a negociação ficará na condição de inadimplente e não vai poder fazer
nova contratação.
O
Pronaf tem por objetivo aumentar a renda do agricultor familiar e integrá-lo à
cadeia do agronegócio. Atualmente no Estado existem mais de 200 mil
contratações. A inadimplência afeta mais as regiões do Vale do Jaguaribe e
Norte do Estado.