Turbulências
políticas e econômicas, Operação Lava Jato e impeachment. Fatos que fizeram de
2015 um ano quase interminável para o meio político brasileiro. Após uma longa
batalha, que ainda não terminou, governo e oposição alinham o discurso para um
ano eleitoral que poderá formar as bases para as eleições de 2018.
Em entrevista ao O POVO, o líder
do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT), elencou vitórias e
dificuldades que o governo enfrentou em 2015, e destacou perspectivas para
2016.
Entre as questões, o líder
destaca as votações acirradas em Brasília dos pontos referentes ao ajuste
fiscal, a relação conturbada com o PMDB, tentativa de deposição da presidente
Dilma Rousseff com apoio de Eduardo Cunha e os desafios da economia para o ano
que vem.
- Após um
ano turbulento como foi 2015, o senhor continua na liderança do governo no ano
que vem?
Guimarães: Depende da presidenta Dilma porque liderança
de governo quem indica é o presidente. É claro que havendo a disposição do
governo eu continuarei em função da experiência acumulada e dos enfrentamentos
que tivemos.
Uma
coisa é você liderar o governo com 80% de aprovação, como foi o governo Lula,
outra coisa diferente é você liderar o governo com 10/15% de aprovação, com uma
base fragilizada, vinda de uma grande derrota que o PT sofreu com a eleição do
Eduardo Cunha para a Presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2015.
É uma conjuntura especialíssima.
Você tem que ter dois predicados: coragem para enfrentar o debate público na
defesa do governo e de suas políticas, principalmente num ano em que foi
necessário fazer um ajuste muito duro chamado ajuste fiscal, e capacidade
política de diálogo na Câmara e no Congresso.