Uma mãe cearense decidiu se submeter a um
transplante inédito no Ceará para tentar salvar o filho, que sofre de leucemia.
Leonardo, de 22 anos, foi diagnosticado com o câncer há dois anos e desde então
a mãe, Joana D'arc, acompanha de perto a situação do garoto em busca de um
tratamento definitivo.
"Você ser uma pessoa saudável e de repente lhe
dar com uma doença dessa... não tem nem palavra para explicar, é como se eu
estivesse perdendo um pouco de mim", relata a mãe.
Joana D'arc diz nunca ter perdido a esperança de encontrar uma cura para o
filho; nos últimos dias ela conheceu sobre o transplante haploidêntico, que tem
um doador não totalmente compatível, um procedimento inédito no Ceará.
"É uma opção quando não se encontra um doador compatível nem nos bancos de
doadores de medula óssea. Então, um pai ou uma mãe que não são completamente
compatíveis, eles podem doar a sua medula óssea e é feito um tratamento
imunológico no paciente após ele receber essa célula que não é totalmente
compatível. Isso é um avanço no sentido de dar mais uma opção aos
pacientes", explica o médico hematologista Fernando Barroso.
A cirurgia está agenda para esta terça-feira (18) e a cirurgia é considerada
delicada, no Hospital das Clínicas, no Bairro Rodolfo Teófilo. A mãe já
realizou a retirada das células e diz que está com esperança na solução para o
filho. "Deus está me dando a oportunidade de eu estar sendo mãe dele pela
segunda vez. Hoje eu estou me sentindo como se estivesse na maternidade há 22
anos", diz.
Importância
da doação
Os médicos consideram esse tipo de procedimento uma revolução para as pessoas
que precisam de medula óssea, mas alertam que ainda necessários que as pessoas
sejam doadoras.
"Esse procedimento não substitui o transplante do doador totalmente
compatível, então é importante que fique muito claro para população, para
sociedade como um todo: o ideal é que nós possamos fazer um transplante com
doador compatível", explica o médico.