O Ceará tem sete casos de microcefalia causados
pela infecação do zika vírus durante a gestação, segundo boletim divulgado
nesta terça-feira (2) pelo Ministério da Saúde. No total, foram registrados 251
casos de malformação do crânio do bebê durante a gravidez; em 10 casos está
descartada a relação com o zika e outros 234 estão em investigação.
O Brasil já registrou 3.670 casos confirmados de
microcefalia desde o início da atual epidemia do vírus zika, associado a esse
problema de desenvolvimento neurológico. Desse total, em 709 casos está
decartada a realação com o zika vírus, segundo o Ministério da Saúde.
Bolsa
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou nesta
quarta-feira (27) que mães de crianças diagnosticadas com microcefalia podem se
inscrever no Benefício de Prestação Continuada (BPC). O pagamento do BPC
corresponde a um salário mínimo e só pode recebê-lo quem possui renda per
capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo, atualmente em R$ 220.
O auxílio tem o valor de um salário mínimo por mês
e é normalmente concedido a idosos com mais de 65 anos que não recebem
aposentadoria e a pessoas diagnosticadas com um algum tipo de deficiência.
Segundo o MDS, o benefício também só é pago a quem
for atestado pelo INSS com algum tipo de deficiência (que é o caso da
microcefalia) e quando a família comprovar que tem dificuldades financeiras.
Microcefalia
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um
tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33
centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo
menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês
nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.
Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada
por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre
de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com
os especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo
excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de
síndromes genéticas, como a síndrome de Down.
Recomentações
Para evitar o contágio, a Secretaria de Saúde orienta sobre os cuidados com o
mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus. As gestantes devem fazer uso de repelente
tópico, considerando a relação causal entre o Zika vírusx e os casos de
microcefalia relacionada ao vírus Zika diagnosticados no país. Estudos indicam
que o uso tópico de repelentes a base de DEET por gestantes não apresenta
riscos.
Em casa, os repelentes ambientais saneantes
regularizados devem ser regularizados pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisax). Esses produtos não devem ser
indicados ou utilizados diretamente em seres humanos, mas em superfícies
inanimadas e/ou ambientes, seguindo sempre, com atenção, as orientações do
fabricante.
É importante que as gestantes realizem um
acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames
recomendados pelo médico. Elas também não devem consumir bebidas
alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem
orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.
Além disso, a população deve adotar medidas
que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a
eliminação de criadouros e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter
portas e janelas fechadas ou teladas. Gestantes devem usar calça e camisa de
manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.