Servidores do poder judiário estadual começaram, na manhã desta quarta-feira (20), uma paralisação de 48 horas, que segue até quinta-feira (21), em todas as comarcas do Ceará. A parada foi definida em assembleia realizada na sexta-feira (8) na sede do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Ceará (SindJustiça).
Segundo o coordenador geral do sindicato, Roberto Eudes, analistas, técnicos e auxiliares devem parar no Fórum Clóvis Beviláqua, no Tribunal de Justiça (Cambeba) e nos juizados dos bairros da capital e do interior. "Apenas os serviços de urgência serão realizados, como as audiências de réu preso, liminares de plano de saúde'', disse. A categoria vai manter 30% dos serviços em funcionamento, segundo o sindicato.
O SindJustiça pede que sejam atendidos 14 itens apresentados após o I Congresso do SindJustiça, que ocorreu em, e aberta uma mesa de negociações e cronograma de implantação da pauta (veja abaixo). Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações foi encaminhada à presidência do Tribunal há cerca de dois meses, mas não houve avanço nas negociações.
Encontro com servidores
Em nota o Tribunal de Justiça (TJ-CE) informou que a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Iracema Vale, assumiu o cargo em 31 de janeiro deste ano. Desde então, já recebeu representantes do Sinjustiça (assim como do Sindojus e ACM) em duas oportunidades mostrando que a administração é voltada para o diálogo.
Ainda segundo o TJ-CE, nas duas oportunidades, a gestão fez questão de abrir as contas do Poder Judiciário para os sindicalistas e discutir abertamente a situação orçamentária, que neste momento passa por um momento de readequação, assim como os entes públicos brasileiros, em decorrência da fragilidade econômica do País. Dessa forma, as conversas devem acontecer na base da responsabilidade e da cautela.
Os compromissos assumidos foram: empossar servidores e magistrados, e conceder a primeira progressão funcional e isonomia. Todos os compromissos assumidos pela atual gestão com os sindicalistas estão sendo cumpridos. Ou as demandas já começaram a ser postas em prática ou estão devidamente programadas. E os sindicalistas acompanham este processo.
O Judiciário cearense tem 3.200 funcionários, sendo 650 oficiais de Justiça - que pertencem a outro sindicado - e 2.550 profissionais lotados nas secretarias (varas, juizados). O SindJustiça representa estes últimos.