Até 8 de fevereiro, alunos de 39 dos
76 cursos da Universidade Federal do Ceará (UFC) que tiveram o semestre 2016.2
afetado pela greve dos professores e pelas ocupações em alguns departamentos
terão as aulas repostas. O período de compensação começou ontem. A situação é
parecida com a de escolas do Estado.
O novo calendário para 2017 da UFC foi aprovado no último dia 23 de dezembro. A proposta indica que professores consolidem notas e frequências do semestre anterior até 13 de fevereiro. Depois de férias, o semestre 2017.1 começa no dia 13 de março. Nas Casas de Cultura, as aulas do semestre 2016.2 seguem até o dia 23 do próximo mês e o novo semestre começa no dia 3 de abril.
As datas preocupam a estudante de
Publicidade e Propaganda Vanessa Sousa, 21. Para ela, os conteúdos das
disciplinas devem ficar “corridos”. “Estamos com algumas disciplinas
adiantadas. Mas, em outras, acho que podemos perder conteúdos importantes”,
preocupa-se. Apesar da dúvida, ela frisa a importância das paralisações.
Segundo o vice-reitor da UFC, Custódio Almeida, não deve haver perda de
conteúdo porque serão repostos os 25 dias letivos perdidos durante as
paralisações. O calendário de 2017 será fechado este ano.
Escolas estaduais
Assim como a UFC, 64 das 709 escolas da rede de ensino do Estado tiveram paralisações e estão com reposição das aulas.
O processo de regularização do
calendário vai depender de cada escola, segundo Elizabete Araújo, gestora da
Coordenadoria de Desenvolvimento da Escola e da Aprendizagem (Codea) da
Secretaria da Educação do Estado (Seduc). “A reposição será de forma gradativa,
de acordo com o tempo de paralisação de cada instituição. As últimas escolas
devem finalizar o processo em fevereiro”. O novo semestre letivo está
programado para começar no início de março. (Caio Faheina/Especial para O POVO)
A ocupação de alguns prédios da UFC começou em novembro
e foi em protesto, entre outros pontos, à Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) que limita o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos, a PEC
55, e às propostas de reforma curricular do ensino médio.
A paralisação dos professores universitários, que
protestaram pelos mesmos motivos dos estudantes, teve início em novembro e
seguiu por menos de um mês.
No caso das escolas
estaduais, as paralisações foram no primeiro semestre e aconteceram junto a greve
de professores. Os docentes estaduais começaram a paralisação no dia 25 de
abril de 2016 e foram 107 dias de movimento docente.