O presidente da
Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou que não se sente derrotado com a
recondução do deputado Leonardo Picciani (RJ) ao cargo de líder do PMDB, em
eleição secreta encerrada há pouco na Câmara. Cunha apoiou o deputado Hugo
Motta (PB), que perdeu para Picciani por 37 votos a 30.
Cunha avalia que a
perspectiva ou não de reunificação da bancada vai depender da forma como
Picciani irá conduzi-la. Ele voltou a dizer que a eleição do PMDB não tem
nenhuma relação direta com o processo de impeachment da presidente da
República, Dilma Rousseff, nem com os embates entre governo e oposição dentro
da bancada.
Eduardo Cunha negou
a possibilidade de deixar o PMDB durante o período de “janela” aberto pela
emenda constitucional que permitirá a troca de legenda. “Estou muito bem no
partido e defendo a continuidade do debate interno”, ressaltou. Ele disse que
não se sente isolado na bancada.
Ministro da Saúde
O presidente da Câmara confirmou que vai colocar em votação no Plenário o
requerimento, apresentado por partidos de oposição, de convocação do ministro
da Saúde, Marcelo Castro, para explicar os procedimentos adotados contra a
epidemia de zika.
A exoneração do
ministro apenas por um dia — para votar a favor de Picciani na eleição do PMDB
— havia sido criticada ontem por Cunha e por líderes da oposição, devido ao
momento de crise na Saúde provocada pelo mosquito Aedes aegypti.
Em entrevista na
Câmara, Marcelo Castro afirmou que a convocação não é necessária, pois ele está
disposto a prestar ao Congresso Nacional todas as informações do governo
relativas ao combate às epidemias de zika e de microcefalia. Castro justificou
sua afastamento do cargo por um dia pelo fato de ser presidente regional e
único deputado do PMDB do Piauí. Segundo ele, era importante manifestar a
opinião e o voto dos peemedebistas piauienses na escolha do líder da bancada.