O G1 já havia
registrado em dezembro do ano passado a queda recorde do setor,
mas somente até outubro. Com os dados para todo o ano disponíveis, é possível
agora ver com maior precisão o recuo histórico, nunca antes registrado.
Para as operadoras, os causadores da derrapada são
a crise econômica e o “efeito WhatsApp”, que faz clientes preferirem chats para
se comunicar em vez de terem mais de uma conta em diferentes operadoras.
'Um RJ a
menos'
Para se ter ideia do tombo, é como se o país tivesse perdido em 12 meses a
totalidade dos acessos móveis do Rio de Janeiro, que é o terceiro maior estado
brasileiro em número de linhas de celular, com 23 milhões. O estado foi um dos
sete que mais perderam acessos, com 1,7 milhão a menos.
A onda de “mortes” de linhas atingiu todas as
unidades federativas. Desde São Paulo, que possui a maior concentração e perdeu
3,5 milhões, até Roraima, a menor, e registrou o fim de 33 mil linhas.
Todas as quatro grandes operadoras do país tiveram
redução em suas bases de clientes. A mais impactada foi a TIM, que perdeu 9,4
milhões de linhas, mas se manteve como a segunda maior. Na sequência, aparece a
líder Vivo, com 6,6 milhões, a Claro, terceira maior, com 5,1 milhões, e a Oi,
com 2,8 milhões.
O Brasil é o quinto maior mercado de telefonia
móvel do mundo e viu o número de linhas de celular crescer até maio do ano
passado, quando chegou a 284 milhões. Desde então, só caiu: a redução até
dezembro chega a 26,3 milhões. Até 2015, nunca o Brasil havia fechado o ano com
menos acessos móveis do que havia começado.