Francisco Roberto Oliveira de 46 anos, o “Júnior
Moura”, suspeito de assassinar a própria esposa, a técnica de enfermagem Maria
Elisângela Gomes e o vice-prefeito do município de Choró, Francisco Sidney
Cavalcante, não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu na noite desta
sexta-feira (27), em Fortaleza. Francisco Roberto estava internado em estado
grave no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF).
Mensagens em celular
Segundo a Polícia, Francisco viu mensagens no celular de Elisângela que
apontavam um suposto romance com vice-prefeito de Choró, o que teria motivado o
crime passional. "Denoto que seria uma insistência dela para a continuação
desse relacionamento e o que não estava tendo um feedback pela outra parte.
Através do depoimento de testemunhas existiu esse relacionamento. Não se sabe
se ele ainda estava em vigor ou se foi um relacionamento passado", explica
Leonardo Barreto, delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP),
que investiga o caso.
Outro detalhe divulgado pelo delegado na quinta-feira é que Elisângela foi assassinada no domingo e não sábado, como previamente divulgado. No domingo de manhã, Francisco Roberto esvaziou o freezer, levado os filhos para a casa de familiares e só depois matou a mulher, segundo o delegado. Ainda de acordo com as investigações, mesmo depois de ver as mensagens, Francisco Roberto ainda tentou salvar o casamento. A polícia disse que no sábado ele foi ao shopping e comprou cerca de R$ 2 mil reais em presentes para a família. A hipótese é que o casal não conseguiu se entender e no dia seguinte o homem matou a mulher.
Investigação
A causa da morte ainda não foi revelada, mas indícios como a máquina de lavar
dentro do banheiro apontam algumas possibilidades. "Alguns vestígios
encontrados no apartamento nos levam a crer determinadas formas, como asfixia,
afogamento e até mesmo envenenamento. De forma que, se for constatado algum
meio cruel para o cometimento desse homicídio, esse homicídio deverá ser
qualificado", ressalta o delegado.
O corpo de Elisângela foi encontrado em um freezer
no apartamento do casal com sinais de violência na região do pescoço. O
apartamento estava arrumado e uma carta supostamente escrita pelo acusado foi
deixada no local. No bilhete, ele pedia desculpas ao pai de Maria Elisângela e
dizia que não merecia a traição porque fazia tudo pela família. "Essa
carta já foi encaminhada para a perícia para realização do exame grafotécnico e
também eventuais coletas de digitais para a comprovação técnico-pericial de que
a carta realmente foi de autoria do Francisco Roberto", completa Barreto.