Uma assembleia entre os professores da rede
estadual do Ceará votou pelo fim da greve, na manhã desta terça-feira (9), de acordo com o
Sindicato Apeoc, após 107 dias de paralisação. Houve tumulto porque um grupo,
favorável à manutenção da greve, questionou a votação. Cerca de 2 mil
professores da capital e do interior estiveram presentes no Ginásio Paulo
Sarasate para a realização da assembleia.
A decisão vai ser oficializada e comunicada ao
governo, conforme o sindicato. Durante a assembleia, os professores discutiram
propostas que já haviam sido apresentadas pelo Governo do Estado em 29 de
julho, e recusadas no último dia 30. Nesse tempo, o governo não apresentou nova
proposta.
O sindicato defende que o governo mantenha o acordo
de não descontar as faltas.
Greve
Os trabalhadores da Educação do Estado deflagraram greve em Assembleia Geral da
categoria no dia 20 de abril. A paralisação começou oficialmente em 25 de julho
com adesão de servidores de todas as regiões do Ceará. No Ceará, há cerca de
13.800 professores efetivos e 10 mil temporários.
Propostas
apresentadas
Entre as propostas apresentadas pelo Governo na última rodada de negociações
estão aumento na regência de classe para todos os níveis da carreira para
efetivos ativos e aposentados, a partir do vencimento base; reajuste de 5% na
remuneração dos professores temporários; criação de gratificação de 5% para
orientadores e supervisores (ativos e aposentados); assinatura do Decreto da
Descompressão (nova carreira do Magistério); além de promoções com e sem
titulação.
Já os professores reivindicaram 12,6% de reajuste
salarial, garantia de realização de concurso público, e a revisão da
tabela de vencimentos dos funcionários da educação. O reajuste, segundo o
sindicato, representa 10,67% de reposição da inflação e 2% de ganho real.