(Zap) 88 9 9359 0525

Levy diz que 2016 'pode ser um ano difícil'

Em vez de 2016 ser um ano de crescimento e inflação baixa, pode ser um ano difícil

Numa empreitada para fazer o Senado Federal aprovar a mudança no ICMS ainda nesta semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que se o Brasil não fizer as reformas estruturais necessárias, 2016 poderá ser um ano mais difícil que o esperado. Em entrevista à rádio CBN, ele disse que se o país não enfrentar logo seus desafios não haverá espaço para o crescimento.

— Em vez de 2016 ser um ano de crescimento e inflação baixa, pode ser um ano difícil — alertou o ministro. — Se a gente não enfrentar essas coisas (...) não tem espaço para a gente crescer.

Levy confirmou que recebeu mensagens de vários governadores — informação antecipada nesta quinta-feira pelo site do GLOBO — em apoio à empreitada do ministro para a aprovação do projeto que unifica as alíquotas do ICMS em 4%. Na entrevista, Joaquim Levy afirmou que a União não terá mais arrecadação por causa da medida, mas ela é importante para melhorar o ambiente de negócios no Brasil, estimular o investimento e incentivar o crescimento.

Por isso, ele argumentou que seria importante o Senado votar a proposta antes do recesso que começa oficialmente na semana que vem, mas — na prática — teria início nesta quinta.

— A gente sempre pode postergar as coisas, mas é ruim. A situação do Brasil de hoje é: a gente tem de agir rápido — falou o ministro, que completou:

— (Sem a aprovação da reforma) as chances de a economia voltar a crescer diminuem um pouco.

Levy também defendeu a votação do projeto do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) que regulariza recursos não declarados de brasileiros no exterior mediante o pagamento de uma alíquota de 17,5 por cento de Imposto de Renda e de uma multa de 17,5%.

Os recursos arrecadados com a cobrança da multa serão utilizados para compor dois fundos recentemente criados que viabilizariam a reforma do ICMS.

O ministro se reuniu nesta manhã com a equipe da agência de classificação de risco Moody’s que está no país recolhendo dados e informações sobre a economia brasileira para eventual revisão da nota de crédito brasileira, atualmente Baa2 com perspectiva negativa.


 


17 de JUL de 2015 às 07:44:09
Fonte: GLOBO
imagem

Numa empreitada para fazer o Senado Federal aprovar a mudança no ICMS ainda nesta semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que se o Brasil não fizer as reformas estruturais necessárias, 2016 poderá ser um ano mais difícil que o esperado. Em entrevista à rádio CBN, ele disse que se o país não enfrentar logo seus desafios não haverá espaço para o crescimento.

— Em vez de 2016 ser um ano de crescimento e inflação baixa, pode ser um ano difícil — alertou o ministro. — Se a gente não enfrentar essas coisas (...) não tem espaço para a gente crescer.

Levy confirmou que recebeu mensagens de vários governadores — informação antecipada nesta quinta-feira pelo site do GLOBO — em apoio à empreitada do ministro para a aprovação do projeto que unifica as alíquotas do ICMS em 4%. Na entrevista, Joaquim Levy afirmou que a União não terá mais arrecadação por causa da medida, mas ela é importante para melhorar o ambiente de negócios no Brasil, estimular o investimento e incentivar o crescimento.

Por isso, ele argumentou que seria importante o Senado votar a proposta antes do recesso que começa oficialmente na semana que vem, mas — na prática — teria início nesta quinta.

— A gente sempre pode postergar as coisas, mas é ruim. A situação do Brasil de hoje é: a gente tem de agir rápido — falou o ministro, que completou:

— (Sem a aprovação da reforma) as chances de a economia voltar a crescer diminuem um pouco.

Levy também defendeu a votação do projeto do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) que regulariza recursos não declarados de brasileiros no exterior mediante o pagamento de uma alíquota de 17,5 por cento de Imposto de Renda e de uma multa de 17,5%.

Os recursos arrecadados com a cobrança da multa serão utilizados para compor dois fundos recentemente criados que viabilizariam a reforma do ICMS.

O ministro se reuniu nesta manhã com a equipe da agência de classificação de risco Moody’s que está no país recolhendo dados e informações sobre a economia brasileira para eventual revisão da nota de crédito brasileira, atualmente Baa2 com perspectiva negativa.


 


17 de JUL de 2015 às 07:44:09
Fonte: GLOBO