Em uma semana o Ceará confirmou mais 199 novos
casos de dengue, totalizando 479 casos em 2016. As informações estão no Boletim
Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (19) pela Secretaria de Saúde do
Estado (Sesa).
Os casos da doença foram registrados em 46 dos 184
municípios cearenses. Do total de casos confirmados este ano, quatro casos da
forma grave de dengue foram confirmados. O Aedes aegypti, trasmissor da dengue, também é o vetor de outras
doenças graves, como a febre chicungunya, o virus da zika e febre amarela.
Até esta sexta-feira, foram registrados 1.483 casos
prováveis de dengue no Ceará, que estão sendo analisados, de acordo com a Secretaria
de Saúde do Ceará. Também permanecem em investigação quatro casos de dengue
grave que evoluíram para óbito, ocorridos nos municípios do Crato, Fortim e
Maracanaú e Caucaia.
Do total de casos confirmados, Fortaleza concentra
a maior parte (257) o que representa 54% das ocorrências da doença. Em relação
a faixa etária, 23,2% dos casos confirmados tinham de 20 a 29 anos.
Autorização
A partir da próxima semana, os agentes de endemias passarão a entrar nas casas
mesmo que o proprietário não autorize. É que já está valendo no Ceará a lei que
autoriza o ingresso forçado de agentes sanitários em imóveis que sirvam de
criadouro para o mosquito Aedes aegypti, quando não houver pessoa no imóvel ou
em caso de recusa injustificada do proprietário ou morador. De acordo com a
lei, o ingresso forçado pode ocorrer das 8h às 18h.
A lei determina que o proprietário deverá ser
notificado no prazo máximo de 72 horas para permitir o ingresso do agente
responsável no local. Caso os prazos das notificações expirem, agentes
sanitários poderão contar com o auxílio de força policial para promover a
entrada forçada no imóvel. O proprietário pode receber multa de R$ 200 a R$ 1,2
mil.
Recorde
Em 2015, o Ceará registrou 63 mil casos prováveis de dengue em 174 dos 184
municípios do Estado, segundo o Ministério da Saúde; é o maior já registrado no
Estado deste que a Secretaria de Saúde do Ceará começou a monitorar a doença,
em 1986.
Transmissor da dengue, o mosquito Aedes
aegypti também é
responsável pela transmissão de outras doenças graves, como a febre
chikungunya, o zika vírus, a febre amarela. A mãe infectada com zika vírus
durante a gravidez pode causar também microcefalia no bebê.
Prevenção
Para conseguir interromper propagação do mosquito é necessário a participação
de toda a população. Eliminar, vedar e cuidar. Esses são os meios de evitar que
o mosquito nasça e possa se transformar em vetor de doenças. Elimine tudo que
pode acumular água – água parada é um dos maiores atrativos; vede as caixas
d’água e recipientes que guardam a água; e cuide dos potenciais criadouros que
não podem ser eliminados.
Para o gerente da Célula de Vigilância Ambiental e
Riscos Biológicos, Nélio Morais, a participação da população torna-se
importante para acabar com os focos do mosquito. “A população precisa
participar também dessas atividades contra o mosquito, tornando-se fiscais de
sua própria residência, seguindo as orientações e os cuidados repassados por
nossos agentes.”