Alegando
medidas de segurança, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), proibiu
a entrada de pessoas não credenciadas no salão verde da Câmara a partir da
próxima semana, entre terças e quintas-feiras.
A
decisão foi tomada ontem, um dia após o peemedebista ser alvo de uma chuva de
notas falsas lançadas por um manifestante enquanto concedia entrevista coletiva
no local.
Cunha alega que após o salão
verde ter sido palco de confusões na quarta, foi cobrado em plenário por
parlamentares para que “restaurasse a normalidade” no local, que é o principal
salão da Câmara, porta de entrada para o plenário, onde circulam deputados,
servidores, lobistas, cidadãos, manifestantes e jornalistas.
Outro argumento é a necessidade
de cumprir o ato da Mesa Diretora nº 3 de 1995 segundo o qual “nas dependências
privativas de parlamentares somente serão admitidos funcionários, jornalistas e
técnicos credenciados, em serviço, e convidados para tal fim autorizados”.
Com isso, os manifestantes que
defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff e estavam acorrentados em
uma pilastra no salão verde da Câmara desde semana passada também deixaram o
local.