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Há 1 ano desempregada, cearense apela a outdoor para conseguir trabalho

Com 20 anos de experiência no exterior e fluente em inglês e italiano

Cristina de Pontes saiu de Fortaleza logo que concluiu o Ensino Médio. Passou 20 anos no exterior, morando nos Estados Unidos, Hungria e Itália. Seu objetivo era estudar e trabalhar nesses países. Há dois anos, teve que voltar para o Brasil, para cuidar de sua mãe que estava doente. Durante um ano dedicou-se integralmente a cuidar da mãe, que não resistiu e faleceu. Hoje mora sozinha e há um ano busca um emprego. Tanto tempo exigiu uma medida desesperada.

A cearense é tecnóloga em Educação Infantil e cursa Relações Internacionais. Procura emprego para uma vaga de secretária executiva bilíngue, cargo que tem experiência em multinacionais na Europa. Também trabalhou como tradutora voluntária na Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de 2014, quando atuou junto a Justiça do Ceará, localizada no Juizado do aeroporto de Fortaleza.

“Eu trabalhei de graça porque saí daqui muito nova e não tenho network. Achei que com essa experiência da Copa eu iria fazer contatos e conseguiria um emprego depois”, comenta. Mas, infelizmente, Cristina não conseguiu. Em um ano, ela já entregou mais de 500 currículos, visitou hotéis de uma ponta a outra da Avenida Beira Mar procurando por qualquer cargo para bilíngue. “Fortaleza é uma cidade de contatos. Já fui para todas as etapas de uma seleção e no final perdi para uma pessoa que tinha sido indicada”, acrescenta.is anos e está recomeçando a vida. (FOTO: arquivo pessoal)

Outdoor pedindo emprego

O objetivo em colocar o outdoor é de que empresários conheçam o seu esforço em trabalhar e que ela encontre o tão aguardado emprego. A localização foi em um ponto estratégico de grande movimentação, no cruzamento entre as Avenidas Santos Dumont com Barão de Studart. “Eu já passei tanto tempo procurando, meus amigos até criaram um grupo no Whatsapp para me ajudar. Chama ‘procura-se um emprego pra Cris’. Agora, com o outdoor, quem sabe o emprego me ache”, desabafa.

Como o custo de um outdoor é alto, Cristina conversou com a empresa responsável, que se solidarizou com a sua situação e deu um desconto. Ainda assim, a cearense teve que retirar dinheiro da poupança para conseguir pagar. “Eu não fiz isso para aparecer, não é sensacionalismo, é a minha última tentativa. A única coisa que eu quero é trabalhar”, destaca.

Cristina procura vagas como profissional bilíngue, em qualquer área. Intérprete simultânea, secretária bilíngue, professora ou outras. Também está cadastrada em vários sites de vagas para empregos. “Eu não quero começar lá de cima. Sou muito humilde, posso começar de baixo. Só preciso de uma contratação, um emprego fixo. Mas infelizmente tudo é por indicação”, acrescenta. 

Idade como obstáculo

A idade é outro motivo de chateação para Cristiane. Ela prefere não revelar a idade porque enfrenta muito preconceito. Apesar da experiência, do esforço em buscar qualificação na Europa, os contratantes reclamam da idade. “O brasileiro reclama da falta de profissionalismo, mas não sabe valorizar quem tem”, reclama.

 

27 de FEV de 2016 às 10:27:37
Fonte: Tribuna do Ceará
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Cristina de Pontes saiu de Fortaleza logo que concluiu o Ensino Médio. Passou 20 anos no exterior, morando nos Estados Unidos, Hungria e Itália. Seu objetivo era estudar e trabalhar nesses países. Há dois anos, teve que voltar para o Brasil, para cuidar de sua mãe que estava doente. Durante um ano dedicou-se integralmente a cuidar da mãe, que não resistiu e faleceu. Hoje mora sozinha e há um ano busca um emprego. Tanto tempo exigiu uma medida desesperada.

A cearense é tecnóloga em Educação Infantil e cursa Relações Internacionais. Procura emprego para uma vaga de secretária executiva bilíngue, cargo que tem experiência em multinacionais na Europa. Também trabalhou como tradutora voluntária na Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de 2014, quando atuou junto a Justiça do Ceará, localizada no Juizado do aeroporto de Fortaleza.

“Eu trabalhei de graça porque saí daqui muito nova e não tenho network. Achei que com essa experiência da Copa eu iria fazer contatos e conseguiria um emprego depois”, comenta. Mas, infelizmente, Cristina não conseguiu. Em um ano, ela já entregou mais de 500 currículos, visitou hotéis de uma ponta a outra da Avenida Beira Mar procurando por qualquer cargo para bilíngue. “Fortaleza é uma cidade de contatos. Já fui para todas as etapas de uma seleção e no final perdi para uma pessoa que tinha sido indicada”, acrescenta.is anos e está recomeçando a vida. (FOTO: arquivo pessoal)

Outdoor pedindo emprego

O objetivo em colocar o outdoor é de que empresários conheçam o seu esforço em trabalhar e que ela encontre o tão aguardado emprego. A localização foi em um ponto estratégico de grande movimentação, no cruzamento entre as Avenidas Santos Dumont com Barão de Studart. “Eu já passei tanto tempo procurando, meus amigos até criaram um grupo no Whatsapp para me ajudar. Chama ‘procura-se um emprego pra Cris’. Agora, com o outdoor, quem sabe o emprego me ache”, desabafa.

Como o custo de um outdoor é alto, Cristina conversou com a empresa responsável, que se solidarizou com a sua situação e deu um desconto. Ainda assim, a cearense teve que retirar dinheiro da poupança para conseguir pagar. “Eu não fiz isso para aparecer, não é sensacionalismo, é a minha última tentativa. A única coisa que eu quero é trabalhar”, destaca.

Cristina procura vagas como profissional bilíngue, em qualquer área. Intérprete simultânea, secretária bilíngue, professora ou outras. Também está cadastrada em vários sites de vagas para empregos. “Eu não quero começar lá de cima. Sou muito humilde, posso começar de baixo. Só preciso de uma contratação, um emprego fixo. Mas infelizmente tudo é por indicação”, acrescenta. 

Idade como obstáculo

A idade é outro motivo de chateação para Cristiane. Ela prefere não revelar a idade porque enfrenta muito preconceito. Apesar da experiência, do esforço em buscar qualificação na Europa, os contratantes reclamam da idade. “O brasileiro reclama da falta de profissionalismo, mas não sabe valorizar quem tem”, reclama.

 

27 de FEV de 2016 às 10:27:37
Fonte: Tribuna do Ceará