O número de transplantes realizados em 2015 no Ceará é
o maior desde 1997, ano em que a Central de Transplantes do Estado foi criada.
Em 2015, até esta segunda-feira (28), foram realizados 1.409 transplantes de
órgãos e tecidos, superando o recorde anterior, de 2014, ano em que o total de
transplantes ficou em 1.399.
O ano de 2015 registra ainda o maior número de transplantes de córnea, fígado e
medula óssea da série histórica, a três dias do fim do ano.
Em relação ao ano passado, foram realizados também
mais transplantes de coração, rim/pâncreas e valva cardíaca. No total, foram
realizados em 2015 no Ceará 262 transplantes de rim, seis de rim/pâncreas, 24
de coração, 197 de fígado, quatro de pulmão, 76 de medula óssea (66 autólogos e
10 alogênicos), 814 de córnea, 14 de esclera e 12 de valva cardíaca.
O principal entrave para a realização de
transplantes de órgãos é a recusa familiar, segundo a Associação Brasileira de
Transplantes de Órgãos e Tecidos (ABTO), da ordem de 44% das entrevistas
realizadas. O Ceará registrou de janeiro a junho deste ano 64 recusas
familiares (43%) em 150 entrevistas para captação de doadores de órgãos e
tecidos realizadas no semestre. No período foram notificados 260 potenciais
doadores. Desses, 84 foram doadores efetivos e 77 tiveram órgãos
transplantados.
O quadro começou a ser modificado a partir de
julho. Em termos comparativos, nos primeiros três meses do ano foram realizados
373 transplantes em 2014 e 350 em 2015. No segundo trimestre, o placar ficou em
346 a 296. Já entre julho e setembro, o número de transplantes foi maior em
2015 – 408 para 347 no ano passado. No quarto trimestre o resultado está em 355
transplantes em 2015 e 333 em 2014. O Registro Brasileiro de Transplantes (RBT)
do período janeiro-setembro de 2015, publicado pela ABTO identifica a tendência
de aumento dos transplantes no segundo semestre.
O Ceará registra recordes de transplantes ano a ano
desde 2007, com exceção do ano de 2012, e desde 2011 realiza mais de mil
transplantes por ano. Houve também a diversificação dos tipos de procedimentos
realizados no Estado, com o início dos transplantes de medula óssea em 2008, de
pâncreas, valva cardíaca e esclera em 2009 e de pulmão, em 2011.