Após 21 dias de paralisação, bancários de 24 estados e do Distrito
Federal decidiram, na noite desta segunda-feira (26), encerrar a greve da
categoria, iniciada no dia 6 de outubro. Em todos os bancos privados, as
agências voltam a funcionar nesta terça-feira (27). Em alguns estados, os
funcionários dos bancos públicos decidiram manter a greve.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs reajuste de 10%, em
resposta à reivindicação de 16% da categoria. Os sindicatos nos estados de Mato Grosso e Roraima rejeitaram a proposta e decidiram
manter a greve em todos os bancos.
– CEARÁ
Os funcionários dos bancos privados decidiram encerrar a greve. A paralisação
continua no Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB) e Caixa Econômica Federal.
Reajuste salarial de 10%
A última proposta apresentada pela Fenaban foi de reuste salarial de 10%,
aplicáveis aos salários, benefícios e participação nos lucros, além de correção
de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação.
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Paralisação
foi iniciada no dia 6 de outubro.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf-CUT), os bancos aceitaram também abonar 63% das horas dos
trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores
de 8 horas, de um total de 112 horas.
Assim, após a volta ao trabalho, os bancários irão compensar, no máximo,
uma hora por dia útil, até o dia 15 de dezembro.
Inicialmente, os bancos ofereceram um reajuste de 5,5%, enquanto os
bancários reivindicavam uma correção de 16% nos salários.
"A nova proposta da Fenaban, apresentada no 19º dia da greve,
significa a manutenção do modelo que vinha sendo colocado em prática nos
últimos anos, de reposição integral da inflação mais aumento real e abono
parcial dos dias parados", informou a Contraf, em nota.
Em 12 meses, até setembro, a inflação acumulada chegou a 9,77%, segundo o IPCA-15,
medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A greve da categoria entou nesta segunda-feira em seu 21º dia. Durante a
paralisação, mais de 12 mil das 22.975 agências instaladas no país chegaram a
fechar as portas para o público.