Pelo menos 2 mil e 500 imóveis em Fortaleza
são abandonados ou estão em situação de ausência do responsável, segundo a
Secretaria Municipal de Saúde.
Com a publicação da
Medida Provisória 712, estes imóveis poderão ser visitados para ações de
combate à erradicação do mosquito Aedes aegpty, que gera doenças como Dengue,
Zika e Febre Chicungunya.
No Estado, com base
na MP, os trabalhos se dirigem inicialmente nos locais mais simples de
adentrar, como terrenos baldios e não identificados. O
coordenador do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Aedes aegypti, Moacir
Tavares, considera a medida complementar às inspeções que já são feitas.
O ingresso em imóveis
fechados será realizado após avaliação das autoridades de saúde, quando a ação
for considerada essencial para o combater focos do mosquito. Ainda de acordo
com a MP, a ausência será classificada quando, após duas tentativas do agente de saúde, realizadas em
horários e dias alternados, em um intervalo de 10 dias, não for localizado um responsável que realize a abertura do imóvel para
um agente de saúde realizar a inspeção de possíveis criadouros do mosquito. “É
para garantir que a supremacia do interesse coletivo sobre a negligência do
individual” complementa o coordenador em entrevista. A Medida Provisória prevê
que o agente de saúde que precisar recorrer ao ingresso forçado no imóvel
deverá elaborar um relatório, explicando quais medidas sanitárias foram
adotadas no combate ao mosquito.
O surto de Zika Vírus
é emergência na saúde pública de todo o mundo, conforme definiu a Organização
Mundial de Saúde. Nas Américas do Sul e Central, 26 países já reportaram casos
de zika vírus. A OMS estima um milhão e meio de brasileiros terão a doença só
este ano. No Ceará são investigados se 229 casos de microcefalia estão
relacionados ao zika.