A segurança nas delegacias de Fortaleza será
reforçada após impedimento de transferência de presos provisórios para
presídios e a consequente lotação dos distritos policiais. As transferências às
penitenciárias foram suspensas após uma série de rebeliões que resultou na
destruição de celas e na morte de 18 presos.
Conforme determinação do Tribunal de Justiça, as
audiências de custódia foram canceladas. Era por meio dessas audiência - realizadas
até 48 horas após a detenção - que era definido se o detento iria responder ao
processo em liberdade ou se iria ser transferido para um presídio. Sem as
audiências, as delegacias estão superlotadas.
É o caso do 2º Distrito Policial (2º DP), na Aldeota.
A delegacia tem capacidade para abrigar 10 presos, mas 44 estão lá. "Se
tivernos que manter esses presos por muito tempo, sem que eles consigam ser
transferidos da delegacia, vai chegar um momento que não vai ter condições
físicas de se manter a população carcerária na delegacia", alerta Mário
Marques, secretário do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará.
De acordo com a Polícia Civil, dois policiais a mais atuarão em cada uma das
delegacias. A portaria que determina o reforço nas delegacias considera a
"situação caótica quando à superlotação nas delegacias de polícia da
capital e região metropolitana decorrente das dificuldades por que passa o
Sistema Prisional, dificultando a transferência de presos".