O governo do Rio Grande do
Norte pediu apoio federal para combater a onda de violência que tem ocorrido em
cidades do Estado desde sexta-feira (29). Cerca de 54 ataques foram
registrados, entre incêndios a veículos, tiros disparados contra prédios
públicos, depredações e uso de explosivos. Existem casos confirmados em Natal e
em outros 19 municípios do Estado.
A onda de violência, segundo o governo, seria uma reação de
criminosos após a instalação de bloqueadores de sinal de celular no presídio de
Parnamirim.
Diante do ocorrido, o
presidente interino, Michel Temer (PMDB), autorizou o uso das tropas do
Exército. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, apesar da
autorização, algumas burocracias ainda serão solucionadas para iniciar a
operação. Isso porque Temer se adiantou e firmou acordo verbal com o governador
do RN. O Planalto não informou quantos homens participarão da operação.
Na madrugada de domingo (31),
Natal voltou a registrar casos de veículos incendiados e ataques a prédios
públicos: um coquetel molotov jogado contra a parede de um terminal de ônibus e
um princípio de incêndio em uma escola penitenciária.
Ação
organizada
Segundo a Secretaria da
Segurança Pública e da Defesa Social do Estado houve a prisão e apreensão de 51
suspeitos de participação nos ataques, entre adultos e adolescentes. Também
foram recolhidos cerca de 30 coquetéis molotov em uma casa abandonada na
capital, além de três galões de combustíveis com os suspeitos.
Os agentes também encontraram
celulares em que havia mensagens com informações sobre os ataques a ônibus.
A Secretaria de Segurança do
Rio Grande do Norte informou que ontem foram presos mais seis suspeitos de
vandalismo contra o transporte público e prédios na região metropolitana de
Natal e no interior. O total de detidos já chega a 50 desde que os ataques começaram.
Foram confirmadas ações
criminosas nas cidades de Natal, Parnamirim, Macaíba, São José de Mipibu,
Caicó, Currais Novos, Caiçara do Norte, Santa Cruz, Mossoró, João Câmara,
Jardim de Piranhas e Assú.