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Pior que a corrupção, é a enganação, diz Maria Luiza sobre a política

A ex-prefeita de Fortaleza fez críticas ao PT

A primeira mulher a ser prefeita de uma capital brasileira não acredita mais na política nem gostaria que sua única filha se candidatasse a algum cargo eletivo. “Pior que a corrupção é a enganação, é a politica passar para as pessoas que vai minimamente resolver os problemas. Porque não resolve, não está resolvendo”, acredita Maria Luiza Fontenele, que integra o Crítica Radical, grupo de enfrentamento à política e combate ao capitalismo.

Maria Luiza fez as afirmações no primeiro dia da 10ª edição dos Debates Grandes Nomes, do Grupo de Comunicação O POVO. O programa foi transmitido ao vivo pela rádio O POVO CBN e pelo portal O POVO Online na manhã de ontem. A temporada de 2015 segue até a próxima sexta-feira, 27. Hoje, o entrevistado é o ator, dramaturgo, cantor e compositor Gero Camilo.

A ex-prefeita de Fortaleza fez críticas ao PT, partido que a elegeu há 30 anos. De acordo com ela, “a situação do PT é deplorável. Não tem termos de aceitação porque criou no imaginário do povo uma perspectiva e em nenhum momento atuou nesse sentido”.

Análises da sua gestão, do papel da mulher na política e do sistema capitalista e até respostas sobre relacionamentos amorosos entraram no debate. O POVO destaca os principais temas discutidos.

Gestão

Tema abordado principalmente no primeiro bloco, a ex-prefeita fala das condições em que recebeu a Capital cearense no início da gestão, em janeiro de 1986. Seca nos municípios do Interior, que influenciou grande migração para a Capital, foram dificuldades relatadas. Além disso, Maria Luiza destaca o papel da participação popular para a coleta de lixo da cidade. 

Ela também falou de erros cometidos, com destaque para o primeiro ano de gestão. “Vacilei de tal forma tão cruel que, ao invés de decretar estado de calamidade - tínhamos uma situação de chuva derrubando a cidade, decretamos só o estado de emergência”, afirma.

Mulher

Ser mulher, divorciada e comunista foram os ingredientes que tornaram a eleição de Maria Luiza histórica. Ela acredita que o gênero influenciou nas críticas que recebeu durante o mandato. 

“Dizer que houve incompetência é dizer que as mulheres não têm competência, mas se todos os prefeitos anteriores eram homens, o homem é que é incompetente?”, questiona. Apesar disso, ele é contra o Projeto de Emenda à Constituição (PEC), aprovada pelo Senado em setembro, que prevê cota mínima para mulher em eleições de deputados e vereadores.

Capitalismo e política

O tema foi tratado em todos os blocos. A ex-prefeita não perdeu a oportunidade de fazer críticas ao sistema e dizer que era necessário buscar alternativas a ele. Para tal, citou o movimento Crítica Radical, do qual faz parte, que prega, entre outras coisas, o fim do capitalismo e da política.

Reiterou que não existe a possibilidade de se candidatar a algum cargo político nem de apoiar qualquer partido, nem mesmo o Psol, que esteve junto a ela no movimento contra a derrubada de árvores do Parque do Cocó, em 2013.

 “O Psol repete o que num primeiro momento foi o PT. Não estou dizendo que são pessoas que vão se corromper, mas é o poder. Ou criamos alternativas onde o ser humano seja capaz de construir seu destino ou não haverá saída”, acredita.

Terrorismo

Maria Luiza também falou sobre os ataques terroristas contra a cidade de Paris, na França, no último dia 13. “No Estado Islâmico, a maioria dos integrantes são jovens. Como nós permitimos isso? Em nome da incompetência você encobre algo que não tem solução se não tiver uma alternativa”, questionou. Respondendo a um ouvinte, ela disse acreditar que esses jovens são “vítimas e resultado do sistema (capitalista)”.

Perfil

Maria Luiza Fontenele é professora, socióloga e ex-prefeita de Fortaleza. Tornou-se a primeira mulher a ser eleita prefeita de uma capital brasileira após campanha histórica, na qual foi considerada sem chance de ganhar no início. A candidata petista surpreendeu ao derrotar os adversários, fortes figuras políticas da época, Paes de Andrade (PMDB) e Lúcio Alcântara (Na época, PFL).

24 de NOV de 2015 às 09:42:46
Fonte: O Povo
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A primeira mulher a ser prefeita de uma capital brasileira não acredita mais na política nem gostaria que sua única filha se candidatasse a algum cargo eletivo. “Pior que a corrupção é a enganação, é a politica passar para as pessoas que vai minimamente resolver os problemas. Porque não resolve, não está resolvendo”, acredita Maria Luiza Fontenele, que integra o Crítica Radical, grupo de enfrentamento à política e combate ao capitalismo.

Maria Luiza fez as afirmações no primeiro dia da 10ª edição dos Debates Grandes Nomes, do Grupo de Comunicação O POVO. O programa foi transmitido ao vivo pela rádio O POVO CBN e pelo portal O POVO Online na manhã de ontem. A temporada de 2015 segue até a próxima sexta-feira, 27. Hoje, o entrevistado é o ator, dramaturgo, cantor e compositor Gero Camilo.

A ex-prefeita de Fortaleza fez críticas ao PT, partido que a elegeu há 30 anos. De acordo com ela, “a situação do PT é deplorável. Não tem termos de aceitação porque criou no imaginário do povo uma perspectiva e em nenhum momento atuou nesse sentido”.

Análises da sua gestão, do papel da mulher na política e do sistema capitalista e até respostas sobre relacionamentos amorosos entraram no debate. O POVO destaca os principais temas discutidos.

Gestão

Tema abordado principalmente no primeiro bloco, a ex-prefeita fala das condições em que recebeu a Capital cearense no início da gestão, em janeiro de 1986. Seca nos municípios do Interior, que influenciou grande migração para a Capital, foram dificuldades relatadas. Além disso, Maria Luiza destaca o papel da participação popular para a coleta de lixo da cidade. 

Ela também falou de erros cometidos, com destaque para o primeiro ano de gestão. “Vacilei de tal forma tão cruel que, ao invés de decretar estado de calamidade - tínhamos uma situação de chuva derrubando a cidade, decretamos só o estado de emergência”, afirma.

Mulher

Ser mulher, divorciada e comunista foram os ingredientes que tornaram a eleição de Maria Luiza histórica. Ela acredita que o gênero influenciou nas críticas que recebeu durante o mandato. 

“Dizer que houve incompetência é dizer que as mulheres não têm competência, mas se todos os prefeitos anteriores eram homens, o homem é que é incompetente?”, questiona. Apesar disso, ele é contra o Projeto de Emenda à Constituição (PEC), aprovada pelo Senado em setembro, que prevê cota mínima para mulher em eleições de deputados e vereadores.

Capitalismo e política

O tema foi tratado em todos os blocos. A ex-prefeita não perdeu a oportunidade de fazer críticas ao sistema e dizer que era necessário buscar alternativas a ele. Para tal, citou o movimento Crítica Radical, do qual faz parte, que prega, entre outras coisas, o fim do capitalismo e da política.

Reiterou que não existe a possibilidade de se candidatar a algum cargo político nem de apoiar qualquer partido, nem mesmo o Psol, que esteve junto a ela no movimento contra a derrubada de árvores do Parque do Cocó, em 2013.

 “O Psol repete o que num primeiro momento foi o PT. Não estou dizendo que são pessoas que vão se corromper, mas é o poder. Ou criamos alternativas onde o ser humano seja capaz de construir seu destino ou não haverá saída”, acredita.

Terrorismo

Maria Luiza também falou sobre os ataques terroristas contra a cidade de Paris, na França, no último dia 13. “No Estado Islâmico, a maioria dos integrantes são jovens. Como nós permitimos isso? Em nome da incompetência você encobre algo que não tem solução se não tiver uma alternativa”, questionou. Respondendo a um ouvinte, ela disse acreditar que esses jovens são “vítimas e resultado do sistema (capitalista)”.

Perfil

Maria Luiza Fontenele é professora, socióloga e ex-prefeita de Fortaleza. Tornou-se a primeira mulher a ser eleita prefeita de uma capital brasileira após campanha histórica, na qual foi considerada sem chance de ganhar no início. A candidata petista surpreendeu ao derrotar os adversários, fortes figuras políticas da época, Paes de Andrade (PMDB) e Lúcio Alcântara (Na época, PFL).

24 de NOV de 2015 às 09:42:46
Fonte: O Povo