Em junho, o conjunto de 12 produtos que compõem a
cesta básica registrou aumento de 3,11% em Fortaleza em relação ao mês de maio.
Com o aumento, a cesta básica na capital cearense passou a custar R$
386,78, a segunda cesta básica mais cara da região Nordeste, ultrapassada
apenas pelo valor cobrado em Teresina, de R$ 395,69.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta quarta-feira (6) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A pesquisa mostra que a cesta básica aumentou em 26 das 27 capitais brasileiras. As maiores altas ocorreram em Florianópolis (10,13%), Goiânia (9,40%), Aracaju (9,25%) e Porto Velho (8,15%). A única diminuição ocorreu em Manaus, -0,54%.
De acordo com o Dieese, a inflação no preço
da cesta básica, em Fortaleza, foi influenciada pela elevação nos preços em
oito produtos, entre os quais o feijão (46,86%), o leite (6,35%) e o arroz
(5,43%). Quatro produtos apresentaram deflação, com destaque para a carne
(-5,25%) e o óleo (3,27%).
As variações semestral e anual da cesta básica, em
Fortaleza, foram de 12,86% e 18,86%, respectivamente. Isto significa que
a alimentação básica em junho de 2016 (R$ 386,78) está mais cara do que em
dezembro de 2015 (R$ 342,72) e do que junho de 2015 (R$ 325,40).
Variações
No semestre, dos produtos que compõem a cesta básica, os que sofreram as
maiores elevações nos preços, foram o feijão (97,05%), a manteiga (44,31%), a
farinha (30,25%) e a banana (26,81%). Apenas dois itens apresentaram redução
nos seus preços: o tomate (-4,65%); e a carne (-4,47%).
Em 12 meses, dos produtos que compõem a cesta básica, 11 dos 12 sofreram elevação nos preços. As maiores variações ocorreram no feijão (117,21%), no açúcar (57,14%); na manteiga (54,85%); e na farinha (47,65%). Apenas o tomate sofreu redução nos preços (-20,73%).
Com base na cesta mais cara - a de São Paulo - e
considerando a determinação constitucional que estabelece que o
salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e
da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene,
transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que, em junho, o salário
mínimo deveria equivaler a R$ 3.940,24, ou 4,48 vezes mais do que o
mínimo de R$ 880.