Dos 3.525 quilômetros de estradas - federais e
estaduais - que atravessam o Ceará, 95 foram classificados como ótimo
(2,7%); 1.161 bom (32,9%); 1.287 regular (36,6%); 854 ruim (24,2%) e 128
quilômetros péssimo (3,6%), o que representa 64,4% das estradas com algum tipo
de problema. Os dados são foram divulgadas pela Confederação Nacional do
Transporte nesta quarta-feira (26).
A pesquisa analisa o estado geral, pavimento,
sinalização e geometria da via. O maior problema identificado no levantamento,
foi na categoria geometria da via, com 1.450 km em estado classificados como
péssimos.
Em relação às condições da superfície do pavimento,
2.319 km, que corresponde a 65,8% foram considerados desgastados, em 9% existem
trincas, afundamento, ondulações e buracos foram identificados em 113 km
(3,2%). No entanto, 21,4%, que corresponde a 755 km dos avaliados são
considerados perfeitos.
Sobre a pintura da faixa, 71,3% estão visíveis.
24,8% desgastadas e 1,3% não existe. As placas de limite de velocidade também
apresentam números positivos, 86,6% e 13,7 para presente e ausente,
respectivamente.
Em todo o brasil foram pesquisadas uma extensão
total de 103.259 km, no nordeste 27.898 km; no Ceará foram 3.525 km.
A etapa de coleta da Pesquisa CNT de Rodovias 2016
durou 30 dias (de 4 de julho a 2 de agosto). Os resultados são apresentados por
tipo de gestão (pública e concessionada), por jurisdição (federal e estadual),
por região e por unidade da Federação. O estudo avalia também os corredores
rodoviários, que unem dois ou mais polos de atração econômica com denso fluxo
de tráfego de veículos; apresenta análises socioeconômica e ambiental e traz o
ranking de qualidade de 109 ligações rodoviárias pesquisadas. Há ainda
informações sobre infraestrutura de apoio e resultados por rodovia.