De acordo com a Polícia, Bianca estava na avenida junto com outros travestis, em um ponto de prostituição, quando, por volta das 16h, dois homens em um veículo Gol, de cor preta, passaram e efetuaram vários disparos. A vítima teve morte imediata.
O delegado Bruno Montagnolli, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no local do crime com uma equipe de inspetores realizando os primeiros levantamentos sobre o crime. De acordo com a Polícia, há indícios de que o crime tenha sido motivado por ‘cafetinagem’. Um suposto agenciador, principal suspeito de ter cometido o crime, está sendo procurado pela Polícia.
Segundo as testemunhas e amigas da vítima, antes de ser assassinada, Bianca havia informado que estava recebendo ameaças de morte do suspeito. Outro travesti (identidade preservada) informou que já foi vítima de espancamento pelo mesmo homem e que também estaria sendo ameaçada de morte.
Conforme os travestis que fazem ponto no local, o suspeito se denomina o “dono” do ponto e obriga que os travestis trabalhem e paguem um ‘pedágio’ para ele. A vítima trabalhava todos os dias na avenida no período da manhã e da tarde. O caso está sendo investigado pela DHPP e pelo 8º DP (José Walter).