Isso porque, segundo o MPF, este apartamento seria uma contrapartida por contratos fechados pela OAS com a Petrobras nos anos que Lula foi presidente. Além disso, também fariam parte do pagamento o transporte dos presentes de Lula pela transportadora Granero.
O MPF quer todos presos, mas enfatizou que Léo Pinheiro, Agenor Franklin Medeiros e Paulo Gordilho devem ter penas reduzidas pela metade por "confessarem ter praticado os graves fatos criminosos objeto da acusação, como também espontaneamente optaram por prestar esclarecimentos relevantes acerca da responsabilidade de coautores e partícipes nos crimes, tendo em vista, ainda, que forneceram provas documentais acerca dos crimes que não estavam na posse e não eram de conhecimento das autoridades públicas".
Apesar de Lula, segundo o MPF, ter recebido pouco mais de R$ 3 milhões, somando-se o valor do apartamento mais o transporte dos bens, o Ministério Público pede a Moro que o ex-presidente pague mais R$ 87 milhões em multas.
As defesas têm até 20 de junho para contestar os argumentos do MPF. Após todas as partes se pronunciarem, o processo será analisado pelo juiz Sérgio Moro que irá condenar ou inocentar os réus.