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Maia jura lealdade, mas fica mais perto do Poder

Acuado, Michel Temer tenta manobrar na CCJ, enquanto vê base aliada dar sinais de que vai abandoná-lo

O presidente Michel Temer (PMDB-SP) ainda tenta traçar estratégias para barrar a denúncia contra ele na Câmara, mas a semana terminou com o mundo político nacional já considerando a sua sucessão. A bola da vez é justamente o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que recebeu aceno do PSDB, por meio do senador Tasso Jereissati, presidente interino da sigla, e também de outros tucanos.

Temer e Maia falaram em lealdade mútua, mesmo estando distantes um do outro: o presidente na Alemanha e o deputado na Argentina. Mas um fato pesou contra as declarações: a aparente dificuldade em arregimentar aliados para barrar a denúncia na CCJ e no Plenário. Sem isso, o presidente seria afastado e Maia assumiria interinamente. Coincidência ou não, o mandatário da Câmara já anda postando nas redes sociais compromissos com o Brasil, sobretudo, com as reformas em andamento.

A sinalização dessa tendência de afastamento de Temer e Maia começou na quinta-feira (6), com as declarações do cearense Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB (um dos principais partidos de sustentação do governo Temer), de que Maia poderia conduzir bem o Brasil até 2018, no caso da denúncia contra o peemedebista ser aceita na Câmara e o presidente da República ser afastado. Nessa hipótese, Maia permanecerá como interino na presidência da República por até 180 dias, período que o Supremo Tribunal Federal (STF) terá para julgar o presidente. Absolvido, Temer voltaria.

Caso Temer seja condenado, Maia teria até 30 dias para, como presidente da Câmara, realizar eleição indireta para a escolha do presidente da República e vice, que ficaria no poder até 31 de dezembro de 2018.

Maia já tem em mãos um parecer jurídico que garante a ele o direito de se candidatar na eleição indireta. O democrata aparece hoje como o principal nome para vencer tal pleito hipotético.

08 de JUL de 2017 às 09:26:58
Fonte: Diário do Nordeste
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O presidente Michel Temer (PMDB-SP) ainda tenta traçar estratégias para barrar a denúncia contra ele na Câmara, mas a semana terminou com o mundo político nacional já considerando a sua sucessão. A bola da vez é justamente o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que recebeu aceno do PSDB, por meio do senador Tasso Jereissati, presidente interino da sigla, e também de outros tucanos.

Temer e Maia falaram em lealdade mútua, mesmo estando distantes um do outro: o presidente na Alemanha e o deputado na Argentina. Mas um fato pesou contra as declarações: a aparente dificuldade em arregimentar aliados para barrar a denúncia na CCJ e no Plenário. Sem isso, o presidente seria afastado e Maia assumiria interinamente. Coincidência ou não, o mandatário da Câmara já anda postando nas redes sociais compromissos com o Brasil, sobretudo, com as reformas em andamento.

A sinalização dessa tendência de afastamento de Temer e Maia começou na quinta-feira (6), com as declarações do cearense Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB (um dos principais partidos de sustentação do governo Temer), de que Maia poderia conduzir bem o Brasil até 2018, no caso da denúncia contra o peemedebista ser aceita na Câmara e o presidente da República ser afastado. Nessa hipótese, Maia permanecerá como interino na presidência da República por até 180 dias, período que o Supremo Tribunal Federal (STF) terá para julgar o presidente. Absolvido, Temer voltaria.

Caso Temer seja condenado, Maia teria até 30 dias para, como presidente da Câmara, realizar eleição indireta para a escolha do presidente da República e vice, que ficaria no poder até 31 de dezembro de 2018.

Maia já tem em mãos um parecer jurídico que garante a ele o direito de se candidatar na eleição indireta. O democrata aparece hoje como o principal nome para vencer tal pleito hipotético.

08 de JUL de 2017 às 09:26:58
Fonte: Diário do Nordeste