De janeiro a abril de 2016, a Secretaria de
Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) apreendeu um total de 625,52
quilos de entorpecentes no Estado, das quais 564,13 quilos de maconha, 12,58
quilos de crack e 48,79 quilos de cocaína. No mesmo período, foram presas
97 pessoas por tráfico de drogas, sendo 76 homens e 21 mulheres.
Apesar de elevado, o número de apreensões deste ano
é menor que o foi registrado em 2015. Somente nos três primeiros meses do ano
passado foram 1.077 kg de maconha, 91 kg de cocaína e 32 kg de crack,
totalizando 1.200 kg de entorpecentes apreendidos.
As informações foram reveladas durante reunião do
Conselho Interinstitucional de Políticas Públicas sobre Drogas (Cipod). Segundo
o delegado Sérgio Pereira, titular da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas
(DCTD), outras drogas já estão chegando ao Ceará,
ecstasy, LSD, cetamina e NBOMe.
De acordo com especialistas, o NBOMe chegou ao
Brasil em 2012 e imita os efeitos alucinógenos com riscos significativamente
maiores que os do LSD.
Além da euforia e alterações de percepção causadas,
a droga também causa paranoia, espasmos, náusea, hipotermia, amnésia e
convulsões que podem resultar em morte. Muitas vezes, o NBOMe é vendido como se
fosse o LSD, e consumido pelos usuários como tal. Isso porque a droga, mais
barata, torna maior a margem de lucro dos traficantes.
"O traficante se vê como um empresário, um
empreendedor. Ele busca novos produtos para manter os seus
"clientes", sobretudo os jovens, que estão sempre buscando novidades.
Os usuários querem sempre drogas novas e mais potentes. Os traficantes estão
atentos a esse comportamento", explicou o titular da DCTD.