A previsão é de
outro dia longo no Senado Federal. Hoje, na continuidade do julgamento final do
impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), a sessão será retomada
às 9h e pode ir até a madrugada.
No rito, os
senadores terão dez minutos de fala e, depois, o presidente da sessão, Ricardo
Lewandowski, deve apresentar resumo da acusação e da defesa. Em seguida, dois
senadores contra o impeachment e dois a favor vão falar por cinco minutos cada
um. Chegará, então, o momento da votação, que será aberta, nominal e
eletrônica, sobre a seguinte pergunta: “Dilma Rousseff cometeu os crimes de
responsabilidade?”. Para cassar Dilma, é necessário o apoio de ao menos 54 dos
81 senadores .
Ontem, às vésperas
da votação do impeachment, o dia foi tomado pela disputa dos últimos votos
indecisos. Senadores e deputados petistas falaram que Dilma fez um discurso
forte, “falando com a alma”, e que poderá reverter votos capazes de conter seu
impeachment. De fato, aliados da petista conquistaram um senador que se dizia
indeciso: Otto Alencar (PSD-BA).
Outros senadores
que ainda não haviam revelado voto também elogiaram a presidente afastada, mas
a avaliação geral, mesmo entre petistas, é que dificilmente Dilma conseguirá
ganhar apoios suficientes para reverter o impeachment.
Do lado dos aliados
de Michel Temer, não há dúvidas de que o jogo está a favor dele. O líder do
PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que Dilma é uma “pessoa
boa”, mas perdeu sustentação política.