Os Correios, que reconheceram ter 9 mil encomendas
atrasadas em Fortaleza e têm até o início de setembro para regularizar as entregas,
informaram que têm adotado medidas para resolver a situação. Entre as ações,
estão a realização de horas extras durante a semana e de trabalhos de
distribuição aos sábados.
Em audiência nesta segunda-feira (8), o Procon Fortaleza determinou que
a situação seja resolvida em 20 dias úteis, sob pena de multa de até R$ 11 milhões. Na última
semana,profissionais paralisaram as
atividades após um funcionário ser feito refém em
uma tentativa de assalto.
Outras medidas citadas pelos Correios são o apoio de empregados das áreas
administrativas em atividades operacionais.
A estatal informou ainda que retomou o processo de contratação de empresa para
prestação de serviços de mão de obra temporária, com objetivo de reforçar as
equipes de distribuição.
Caso a estatal não cumpra a determinação, o Procon
afirma que pode aplicar sanção administrativa, que pode chegar a multa de R$ 11
milhões, que é o teto estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor.
Por meio de nota, os Correios afirmam que "comprometeram-se a regularizar
a situação dos consumidores dentro do prazo de 20 dias úteis acordado com o
Procon Fortaleza". Comunicou também que "reafirmou o compromisso de
seguir cooperando com o órgão de defesa do consumidor e continuar dando total
atenção às reclamações protocoladas no Procon".
Paralisação
após assalto
Os carteiros paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (2) em
Fortaleza, um dia após um funcionário ter sido mantido refém em uma tentativa
de assalto a uma agência do Icaraí, na Caucaia. Funcionários ficaram parados
por três dias. Eles cobraram mais segurança para trabalhar.
O Procon contabilizou que de janeiro a julho de 2015 foram registradas 9
reclamações aos Correios, enquanto que no mesmo período deste ano foram 60, o
que representa um aumento de 566%.