O desemprego subiu em todas as grandes regiões do
país no primeiro trimestre deste ano em relação mesmo período de 2015,
principalmente no Nordeste, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta
quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando
todos locais, a taxa ficou 10,9%, conforme pesquisa já divulgada
pelo instituto.
No Nordeste, a taxa passou de 9,6% para 12,8%, no
Sudeste, de 8% para 11,4%, no Norte, de 8,7% para 10,5%, no Centro-Oeste, de
7,3% para 9,7%, e no Sul, de 5,1% para 7,3%.
Entre os estados, a Bahia registra o maior índice
de desemprego: 15,5%, a maior taxa da série, que teve início em 2012. Outros
estados também mostraram índices de desemprego recordes. Em São Paulo, por
exemplo, o desemprego ficou em 12%, e no Amapá e no Rio Grande do Norte, chegou
a 14,3%.
No final da lista, ficaram Santa Catarina, com taxa
de 6%, Rio Grande do Sul, 7,5%, e Rondônia, também com 7,5%.
Carteira
de trabalho
No Brasil, o percentual médio de trabalhadores empregados com carteira assinada
chegou a 78,1%. Na análise das regiões, a Sul apresentou o maior número, de
85,1%, seguido por Sudeste, 83,7%, Centro-Oeste, 78,1%, Norte, 63,5%, e
Nordeste, 63,1%.
Entre os Estados, os maiores percentuais partiram
de Santa Catarina, 89,1%, Rio de Janeiro, 86,3%, e São Paulo, 85,5%. E os
menores vieram de Maranhão, 52,5%, Piauí, 53,3%, e Paraíba, 57,3%.
Salários
O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 1.966. Alcançaram taxas
maiores do que a média as regiões Sudeste (R$ 2.299), Centro-Oeste (R$ 2.200) e
Sul (R$ 2.098). Norte (R$ 1.481) e Nordeste (R$ 1.323) ficaram abaixo da média
do país.
A pesquisa mosta que os trabalhadores do Distrito Federal têm, em média, o
maior rendimento: R$ 3.598, seguido por São Paulo, R$ 2.588, e Rio de Janeiro,
R$ 2.263. Na outra ponta, estão Maranhão, R$ 1.032, Piauí, R$ 1.263, e Ceará,
R$ 1.285.