Os trabalhadores do
Ceará tiveram o terceiro pior salário médio do País, no segundo trimestre deste
ano, equivalente a R$1.296,3, ficando na frente apenas da Bahia (R$ 1.285,1) e
do Maranhão (R$ 1.071,6). É o que aponta um estudo divulgado ontem pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Já a taxa de
desemprego do Ceará chegou a 11,45% no 2º trimestre de 2016.
Em comparação com o
primeiro trimestre de 2016 - de 10,77% - houve uma alta de 0,68 ponto
percentual, na taxa de desocupação. Já em igual período do ano anterior, a taxa
de desemprego era de 8,81%. Isso quer dizer no acumulado de 12 meses houve uma
alta de 2,64 pontos percentuais.
O Estado têm a nona
maior taxa de desemprego do País. Atrás do Amazonas, Maranhão, Rio Grande do
Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e São Paulo.
Brasil
No País, a taxa de
desemprego passou de uma média de 10,9% no primeiro trimestre de 2016 para uma
média de 11,3% no segundo trimestre deste ano.
Apenas seis estados
mostraram crescimento na renda no último ano, com destaque para o Amapá, onde a
renda cresceu 15% entre o segundo trimestre de 2015 e o mesmo período de 2016.
Os demais estados foram Pará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Rio de Janeiro. Por
outro lado, as maiores quedas na renda (em torno de 7% e 8%) foram em Santa
Catarina, São Paulo, Paraná, Bahia e Pernambuco.
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O levantamento
mostra que o grupo de jovens entre 14 e 24 anos foi o mais afetado entre os
vários segmentos da população economicamente ativa, mas é no grupo de idosos
que se observa a maior taxa de variação. Na comparação do segundo trimestre
deste ano com o quarto trimestre de 2014 (último período antes da piora no
mercado de trabalho), o aumento do desemprego na faixa de idosos foi de 132%,
enquanto entre os jovens a variação chega a 75%.
Quando se analisa o
que ocorreu em 2016, a taxa de variação do desemprego também foi maior para as
pessoas com mais de 59 anos: alta de 44% na comparação entre o primeiro e o
segundo trimestres deste ano. A taxa de desemprego desse grupo passou de 3,29%
no primeiro trimestre para 4,75% no segundo trimestre.
O trabalho
publicado pelo Ipea traz uma análise desagregada do mercado de trabalho, com
base em microdados da Pnad Contínua e dados detalhados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged). Entre abril e junho de 2016, foram
encerradas mais de 226 mil vagas formais, além de outras 94 mil no mês de
julho.