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MP denuncia suspeitos de desviar R$ 1,2 milhão da merenda escolar no Crato

Empresa vencedora de licitação era uma livraria de pequeno porte. Caso foi mostrado pelo Fantástico em novembro de 2014.

Ministério Público Federal (MPF) denunciou dois empresários do Crato, no interior do Ceará, suspeitos de fraudar o processo licitatório para aquisição de merenda escolar da cidade usando empresas de fachada. A ação é assinada pelo procurador da República Rafael Rayol e pede a condenação dos réus por fraude em licitação. A suspeita é de que tenha sido desviado R$ 1,2 milhão. Se condenados, eles podem pegar pena de até quatro anos de detenção e multa.

O caso foi mostrado pelo Fantástico em novembro de 2014 (reveja a reportagem no vídeo acima). Segundo denúncia do Ministério Público, em janeiro de 2012, os denunciados fraudaram o pregão presencial para aquisição de alimentos destinados à merenda mediante combinação e ajustes nas propostas apresentadas, impedindo a concorrência e direcionando o resultado da licitação.

Ainda de acordo com o MPF em Juazeiro do Norte, com base em relatório da Controladoria Geral da União (CGU), foi constatado que a empresa vencedora tratava-se de uma papelaria com poucas mercadorias em estoque, e a empresa de Eduardo Viana consistia em um escritório, sem produtos em estoque e sem característica de empresa de produtos alimentícios em geral.

De acordo com o procurador da República Rafael Rayol, as irregularidades observados resultaram no superfaturamento na aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar no exercício de 2012, com prejuízo de R$ 240 mil.

Na ação, o procurador cita, ainda, entrevista veiculada no programa de televisão Fantástico, da Rede Globo, em que os próprios acusados confirmam que são casados e participam em conjunto de licitações, cada qual com sua empresa.

"Os fatos demonstram claramente a interligação e conluio entre as duas empresas licitantes, comprometendo a lisura do certame licitatório, havendo ajuste de propostas e preços previamente ao procedimento licitatório", destaca o procurador do MPF.

A denúncia também mostra que, somente no ano de 2012, as empresas receberam, juntas, quantia superior a R$ 3 milhões, conforme foi verificado em consulta ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

07 de MAR de 2015 às 07:47:58
Fonte: G1 CE
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Ministério Público Federal (MPF) denunciou dois empresários do Crato, no interior do Ceará, suspeitos de fraudar o processo licitatório para aquisição de merenda escolar da cidade usando empresas de fachada. A ação é assinada pelo procurador da República Rafael Rayol e pede a condenação dos réus por fraude em licitação. A suspeita é de que tenha sido desviado R$ 1,2 milhão. Se condenados, eles podem pegar pena de até quatro anos de detenção e multa.

O caso foi mostrado pelo Fantástico em novembro de 2014 (reveja a reportagem no vídeo acima). Segundo denúncia do Ministério Público, em janeiro de 2012, os denunciados fraudaram o pregão presencial para aquisição de alimentos destinados à merenda mediante combinação e ajustes nas propostas apresentadas, impedindo a concorrência e direcionando o resultado da licitação.

Ainda de acordo com o MPF em Juazeiro do Norte, com base em relatório da Controladoria Geral da União (CGU), foi constatado que a empresa vencedora tratava-se de uma papelaria com poucas mercadorias em estoque, e a empresa de Eduardo Viana consistia em um escritório, sem produtos em estoque e sem característica de empresa de produtos alimentícios em geral.

De acordo com o procurador da República Rafael Rayol, as irregularidades observados resultaram no superfaturamento na aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar no exercício de 2012, com prejuízo de R$ 240 mil.

Na ação, o procurador cita, ainda, entrevista veiculada no programa de televisão Fantástico, da Rede Globo, em que os próprios acusados confirmam que são casados e participam em conjunto de licitações, cada qual com sua empresa.

"Os fatos demonstram claramente a interligação e conluio entre as duas empresas licitantes, comprometendo a lisura do certame licitatório, havendo ajuste de propostas e preços previamente ao procedimento licitatório", destaca o procurador do MPF.

A denúncia também mostra que, somente no ano de 2012, as empresas receberam, juntas, quantia superior a R$ 3 milhões, conforme foi verificado em consulta ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

07 de MAR de 2015 às 07:47:58
Fonte: G1 CE