O Ceará registra também 7.952 casos confirmados da
doença em 22 cidades, segundo o boletim de epidemiologia divulgado nesta
sexta-feira (8) pela Secretaria da Saúde do Ceará. Alcântaras, Arneiroz,
Barbalha, Catarina, Coreaú, Eusébio, Hidrolândia, Ipu, Jardim, Jucás, Mucambo,
Ocara, Piquet Carneiro, Pires Ferreira, Porteiras, São Gonçalo do Amarante e
Trairi tem incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes, o que
configura surto epidêmico.
O estado resgitrou quatro mortes em consequência da
dengue em uma semana, elevando para nove o número de óbitos pela doença no
estado em 2015. No ano passado, 53 pessoas morreram devido à doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Ceará está
em situação de alerta para a ocorrência de epidemia. O Levantamento Rápido de
Índices para Aedes aegypti (LIRAa), mostra que 340 municípios
brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias e 877
estão em alerta. Fortaleza também é uma das capitais em alerta, segundo o
Ministério.
O índice utilizado no LIRAa leva em consideração a
percentagem de casas visitadas com larvas do mosquito Aedes aegypti.
Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais
de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando menos de
3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito; e satisfatório quando o
índice está abaixo de 1% de residências com larvas do mosquito.
Controle
Para controlar a proliferação do mosquito que
transmite a dengue e a febre Chikungunya, a orientação dos especialistas é
manter os quintais sempre limpos, recolher, eliminar ou guardar longe da chuva
todo objeto que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes
plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos. O lixo
doméstico deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartado adequadamente,
em depósitos fechados.
Depois da chuva, é recomendado fazer a vistoria no
quintal e na casa para eliminar a água acumulada sobre lajes, calhas, tanques,
pratinhos de vasos de planta. Baldes, potes, quartinhas, bacias, camburões e
outros recipientes que guardam a água de beber e para outros usos domésticos,
assim como a caixa d'água, devem ser mantidos limpos e fechados para evitar o
risco de proliferação do mosquito.